Rússia e Ucrânia trocaram ataques pesados na madrugada desta quinta-feira (22), poucas horas depois de o presidente americano, Donald Trump, afirmar que o fim da guerra nunca esteve tão perto. A ofensiva deixou mortos e feridos nos dois lados e jogou um balde de água fria no otimismo gerado pela nova rodada de conversas entre Washington e Moscou.
Segundo autoridades ucranianas, a Rússia disparou 21 mísseis balísticos e mais de 200 drones contra várias regiões, incluindo Kiev, e danificou instalações de energia. Ao menos sete pessoas morreram: duas em Kiev, uma em Sumi, uma em Carcóvia e três na região de Zaporíjia. O presidente Volodymyr Zelensky falou em 34 feridos.
Do outro lado, o Ministério da Defesa russo informou que a defesa aérea derrubou 808 drones ucranianos durante a noite, sobre quase 20 regiões do país e a Crimeia anexada. O prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, disse que 630 drones foram lançados contra a região da capital, com dois feridos. Em Lipetsk, drones atingiram prédios residenciais e uma unidade médica.
A declaração de Trump veio depois do encontro do enviado americano Steve Witkoff com Vladimir Putin, em São Petersburgo, na quarta-feira (21). Witkoff havia se reunido antes com Zelensky e líderes europeus, em Oslo, e chamou as conversas de construtivas. Trump prometeu encerrar a guerra em 24 horas ao reassumir a Presidência, em janeiro de 2025, mas o conflito segue sem acordo.
Zelensky afirmou que os bombardeios mostram que Moscou não mudou de postura e lamentou que a diplomacia ainda não tenha alterado o comportamento russo. Kiev apoia a retomada das negociações trilaterais e propõe um cessar-fogo nas posições atuais como primeiro passo, ideia que Moscou recusa até agora, ao exigir um acordo antes de qualquer pausa.
O Kremlin, por meio do assessor Iuri Ushakov, disse que a Rússia aceita em princípio retomar as conversas com Kiev e Washington em meados de novembro, depois das eleições legislativas americanas, de 3 de novembro. Moscou segue exigindo que a Ucrânia deixe o território que ainda controla em Donetsk, o que Kiev considera inaceitável, e o impasse mantém a guerra longe do fim.
Por: TonyLucas/ focobr.com




