Os ataques russos já causaram prejuízos diretos de US$ 7,7 bilhões às empresas ucranianas em 2026, segundo o primeiro-ministro do país, Serhiy Koretskyi. O número, que aparece arredondado para US$ 8 bilhões nas manchetes, foi apresentado em entrevista à BBC News Ucrânia publicada nesta segunda-feira (19).
Koretskyi afirma que a conta não para de crescer. As perdas atingem capacidade produtiva, espaços comerciais e de armazenagem e estoques de mercadorias. Neste ano, mais de 1 milhão de metros quadrados de imóveis comerciais e logísticos foram destruídos ou seriamente danificados, num momento em que Moscou intensificou os ataques contra depósitos.
Para dividir o peso do risco, o governo propõe aumentar o IVA em um ponto percentual. O dinheiro iria para um fundo especial destinado a compensar as empresas pelos riscos de guerra. A ideia já foi discutida com representantes de grandes companhias, segundo o premiê.
As autoridades também passaram a compartilhar com empresários informações de inteligência sobre possíveis alvos de ataques, para reduzir os danos. Koretskyi justificou as medidas com a própria experiência no mundo dos negócios, que diz ajudá-lo a entender as necessidades e os riscos do setor.
Sobre a reserva de funcionários de empresas consideradas críticas, o primeiro-ministro disse que não haverá mudanças radicais. Ele argumentou que permitir a reserva de 100% dos empregados poderia inflar artificialmente o quadro de pessoal das companhias.
Os números mostram que a guerra não se limita à linha de frente. Depósitos, fábricas e lojas viraram alvo, e quem paga a conta é a economia ucraniana, com a possibilidade de que o contribuinte também sinta o peso, caso o IVA suba.
Por: TonyLucas/ focobr.com



