O Recife celebra nesta quarta-feira (28) os 122 anos de Capiba, um dos maiores nomes da música pernambucana, com programação gratuita no Recife Antigo. A partir das 16h, o Edifício Capiba, sede do Banco do Brasil na Avenida Rio Branco, recebe o encontro “Capiba e suas Jazz Bands”, com palestra e concerto abertos ao público.
A palestra fica a cargo do músico e professor Zilmar Medeiros, que apresenta sua pesquisa de mestrado na UFPE sobre a passagem de Capiba por três jazz bands: a Campinense, a Independência e a Acadêmica. Os comentários são do musicólogo Lucas Guerra, diretor de formação do Instituto Capiba e do Conservatório Pernambucano de Música, com mediação do documentarista Amaro Filho.
Depois da conversa, o Grupo Instrumental Brasil, formado por músicos e professores da UFPE, sobe ao palco com obras de compositores pernambucanos, entre elas criações do próprio Capiba. A celebração é promovida pelo Instituto Capiba em parceria com o Banco do Brasil, e marca a primeira festa de aniversário do compositor organizada pelo instituto.
O evento faz parte do projeto Capiba no Ponto BB, que prevê uma série de atividades ao longo dos próximos meses, com concertos, debates, oficinas, exposições, sessões de cinema, lançamentos de livros e ações de educação patrimonial. A ideia é aproximar o público, sobretudo os mais jovens, da obra de um artista que ajudou a desenhar a identidade cultural de Pernambuco.
Lourenço da Fonseca Barbosa nasceu em Surubim, em 28 de outubro de 1904, e morreu no Recife, em 1997. Ficou conhecido pelos frevos, mas compôs também maracatus, cirandas, choros, sambas, valsas, foxtrotes e música sacra, gravados por mais de 200 intérpretes. Durante três décadas, de 1930 a 1961, conciliou a música com o trabalho de funcionário do Banco do Brasil.
Na leitura do FocoBR, homenagear Capiba no prédio que leva o seu nome, no coração do Recife Antigo, é devolver à cidade um pedaço da própria história. Num tempo de playlists que duram uma semana, lembrar que um bancário de Surubim escreveu a trilha sonora do Carnaval pernambucano é lição de memória. Quem passar pela Rio Branco nesta tarde vai sair com o frevo no ouvido.
Por: TonyLucas/ focobr.com




