Trump critica Brasil em documento ao Congresso dos EUA e diz que país ‘não conseguiu enfrentar’ PCC e Comando Vermelho

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Trump critica Brasil em documento ao Congresso dos EUA e diz que país ‘não conseguiu enfrentar’ PCC e Comando Vermelho

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar publicamente o Brasil em um documento oficial enviado nesta terça-feira (15) ao Congresso americano. No texto, que trata da política de combate a drogas do governo dos EUA para o ano fiscal de 2027, Trump afirma que “o governo do Brasil não conseguiu enfrentar” o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), organizações que, segundo ele, “transformaram o Brasil em um centro para os fluxos globais de cocaína”.

Na avaliação do presidente americano, essas facções “constituem uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”, e o governo brasileiro “precisa urgentemente adotar medidas agressivas” para combatê-las. A crítica repete uma linha que a Casa Branca já vinha adotando desde maio, quando o Departamento de Estado dos EUA classificou formalmente PCC e CV como Organizações Terroristas Estrangeiras — decisão que entrou em vigor em 5 de junho e que o governo brasileiro contestou publicamente na época, defendendo que o combate ao crime organizado seja conduzido pelo próprio país, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.

Apesar do tom duro, o documento não chega a classificar o Brasil entre os países que “falharam de maneira demonstrável” em cumprir obrigações internacionais de combate às drogas — rótulo aplicado a Afeganistão, Bolívia, Mianmar, Colômbia e Venezuela — nem inclui o país na lista de principais rotas de trânsito ou produção de entorpecentes. Já em relação a outros governos da região, o texto de Trump segue um padrão que vem se repetindo: elogios a mandatários considerados alinhados a Washington, como os da Argentina, El Salvador, Equador, Bolívia, Colômbia e Peru, e críticas mais duras a governos vistos como menos próximos, caso do Brasil e da Nicarágua.

Procurado pela Agência Brasil, o Itamaraty não havia se manifestado sobre a nova declaração até a publicação da reportagem original.

Fonte: Agência Brasil, por Pedro Rafael Vilela.

Por: TonyLucas/ focobr.com

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