O instituto Datafolha divulga nesta quinta-feira (17/9) uma nova pesquisa nacional sobre a corrida presidencial de 2026, mas desta vez o levantamento vai além das intenções de voto: pela primeira vez, os eleitores serão questionados diretamente sobre o efeito da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e do escândalo do Banco Master na própria decisão de voto. A pesquisa foi encomendada em conjunto pela Folha e pela Globo, tem custo informado de R$ 307 mil e está registrada no TSE sob o número BR-04029/2026.
Foram ouvidos 2.002 eleitores em todo o país, com trabalho de campo entre terça (15/9) e quinta (17/9) e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Entre as perguntas, o instituto vai medir se o confronto Moraes x Mendonça e o caso Banco Master têm grande, pequena ou nenhuma influência sobre a escolha presidencial, além de perguntar como os eleitores classificam ideologicamente os envolvidos no escândalo — se predominantemente de esquerda, de centro ou de direita.
O levantamento também vai testar se a defesa do impeachment de ministros do STF por um candidato ao Senado aumenta, reduz ou não altera as chances de receber o voto do entrevistado — termômetro direto do desgaste institucional da Corte junto ao eleitorado. No cenário estimulado para presidente, a pesquisa testa 13 nomes, entre eles Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), o escritor Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de cinco simulações de segundo turno, todas com a presença de Lula.
A última pesquisa Datafolha, divulgada em 11 de setembro, apontava Lula com 39% das intenções de voto contra 35% de Flávio Bolsonaro no cenário sem Pablo Marçal, e uma vantagem de 46% a 44% para o presidente num eventual segundo turno. A nova rodada vai mostrar se a escalada da crise no Supremo e o noticiário sobre o Banco Master já produzem efeito mensurável na disputa, num momento em que o próprio caso passou a dividir a política e o Judiciário simultaneamente.




