Reprovada: Rede Globo mostra seu lado fascista e tendencioso na sabatina do Presidente Lula

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Como se não bastasse a enxurrada de porcaria que colocam no ar há 50 anos, politicamente o que se espera é imparcialidade, mas apoiaram sim, inclusive ditadores. A toda-poderosa já mostrou seu lado em algumas situações que temos em mente, como o ex-presidente Collor, em que foram diretamente tendenciosos e preconceituosos com o candidato Lula à época. Hoje, mais uma vez, trazem de volta sua força de julgamento antecipado e, neste caso, até de coisas caducas. Trataram o presidente como bandido e foram preconceituosos e deselegantes; está claro o que pretendem neste pleito. Comparem as entrevistas. Entidades e sindicatos pedem que já desliguem este botão tendencioso. Alguns jornalistas se manifestaram com relação ao tema.

Em depoimento, a jornalista Leila Cordeiro, que ao lado do seu marido Eliakim Araújo dividiu a bancada de vários telejornais da Globo nas décadas de 80 e 90, não resistiu. Ela fez, nesta sexta-feira (28), duras críticas em suas redes à postura de seus colegas César Tralli e Renata Vasconcelos, durante a entrevista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Ela começa alertando que “hoje, este texto está sensível. Profundo. Reflexivo e, acima de tudo, muito sincero”.

“A entrevista de Lula à Globo trouxe de volta muitas lembranças. Nós o conhecemos quando ainda era líder sindical, na época em que morávamos em São Paulo e ele começava sua trajetória política”, relembra a jornalista. “Desde então, suas ideias e convicções sempre estiveram voltadas para a justiça social, a soberania do Brasil e a urgência de atender, por meio de políticas públicas, às necessidades básicas da população mais carente.”

Leila Cordeiro diz que não precisa repetir “tudo o que o mundo já sabe, Lula deu ontem uma aula de democracia, respeito à política e compromisso com o povo brasileiro”.

Completamente perdidos

Segundo a jornalista, “Renata Vasconcellos e César Tralli, que haviam sido assertivos nas entrevistas com os três primeiros candidatos, abordando assuntos pertinentes, pareceram completamente perdidos diante dele. Foi uma entrevista visivelmente tendenciosa, conduzida muito mais com a intenção de constrangê-lo e fazê-lo cair em alguma armadilha do que de esclarecer a população”.

“Enquanto insistiam em perguntas que poderiam produzir uma frase condenatória, deixaram de aprofundar um dos temas mais importantes do momento: o tarifaço e a maneira como o Brasil enfrentará essa questão daqui para a frente, especialmente agora que Lula já foi procurado por Washington para uma nova negociação”, alertou.

Nem de direita ou de esquerda

Cordeiro ressalta que “não se trata de ser de direita ou de esquerda. Não se trata sequer de ser a favor ou contra Lula. Trata-se de reconhecer que estamos diante de um verdadeiro presidente — alguém que coloca seu país, sua soberania e os interesses de seu povo acima de qualquer pressão estrangeira”

“Também não adianta que os haters enfurecidos venham até aqui destilar seu ódio contra a realidade, refugiados no metaverso de absurdos que criaram. Tampouco aceito o argumento de que não posso opinar ou defender meu país porque vivo fora dele. Curiosamente, muitos dos que repetem esse discurso também vieram para os Estados Unidos — alguns não para construir pontes, mas para conspirar contra o próprio Brasil e destruir sua imagem em nome de interesses particulares e de uma ideologia reacionária”, afirma.

“Ontem, Lula foi Lula”, diz ela. “Com serenidade, experiência e firmeza, deixou seus adversários presos aos mesmos chavões empoeirados, aos mesmos preconceitos e às mesmas acusações que o tempo já fez caducar”, destaca.

Ao final, destaca:

“Podem amá-lo ou odiá-lo. Podem concordar ou discordar dele. Mas há algo que nem o ódio, nem as narrativas fabricadas, nem as armadilhas conseguem apagar: Lula é simplesmente Lula. Apesar de você…”

Por: Estadão/focobr.com

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