Vice-prefeito que apoia Raquel Lyra chefia quadrilha de desvios de dinheiro público.

0
13

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou uma ampla operação para desarticular um esquema de corrupção que aponta o vice-prefeito de Catende, Rinaldo Barros, como uma das figuras centrais de uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas públicas destinadas à saúde. As apurações detalham como recursos que deveriam alimentar a rede pública regional eram sistematicamente drenados por meio de contratos irregulares e favorecimento ilícito.

O esquema nos cofres da saúde

Conforme dados reunidos com o suporte do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e órgãos de inteligência financeira, o grupo atuava mediante fraudes na contratação de serviços médicos.O mecanismo consistia no direcionamento de licitações para entidades parceiras e no superfaturamento de entregas, comprometendo o atendimento essencial à população em diversos municípios da região.

Os investigadores mapearam o repasse de cifras milionárias — com montantes que superam R$ 10 milhões em repasses sob suspeita — para institutos operados pela rede.Parte desse dinheiro passava por sucessivas movimentações bancárias e contas de terceiros com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores e alimentar repasses diretos aos articuladores do esquema.

Palmares , Catende e Água Preta na mira das investigações

Durante o cumprimento dos mandados judiciais de busca e apreensão, agentes recolheram documentos, mídias digitais e registros contábeis em endereços ligados aos principais alvos. O material apreendido passa por perícia detalhada para quantificar o dano exato causado ao erário e identificar eventuais desdobramentos em outros setores da gestão. Condado é a cidade alvo da operação, porém estão na lista e não fugiram as denúncias: Água Preta, Palmares e Catende, cidade onde Rinaldo barros tem o mandato de vice-prefeito. O esquema é bem maior do que o que se mostra até agora.

A revelação do esquema causou forte repercussão na cena política estadual, mobilizando lideranças comunitárias e parlamentares que cobram respostas imediatas do Poder Público. A escassez de medicamentos e a precariedade da infraestrutura nos postos de saúde locais ganharam novos contornos diante da dimensão das verbas investigadas.

Direito de resposta e apurações

Os advogados dos citados e a administração municipal afirmam que estão à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e sustentam a legalidade dos atos administrativos e contratuais celebrados.A Polícia Civil e o Ministério Público seguem com a colheita de depoimentos e a análise das provas para concluir o inquérito e fundamentar as denúncias formais perante o Poder Judiciário.

Por: Tony Lucas/Focobr.com

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui