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- O PL do RJ busca substituto para Cláudio Castro, que desistiu da pré‑candidatura ao Senado após avançarem as investigações Master e Refit.
- Uma pesquisa interna, solicitada pelo senador Flávio Bolsonaro, avaliará Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy e Carlos Portinho como possíveis candidatos.
- A palavra final sobre a escolha caberá ao ex‑presidente Jair Bolsonaro, conforme afirmam integrantes do partido.
- Felipe Curi foi descartado; sua candidatura só seria viável se Canella abrisse mão, permitindo a federação com a União Progressista.
O PL do Rio de Janeiro busca um substituto para o ex-governador Cláudio Castro (PL) na vaga ao Senado após ele desistir da pré-candidatura em meio ao avanço das investigações envolvendo o Master e a Refit.
A escolha será orientada por uma pesquisa interna contratada a pedido do senador Flávio Bolsonaro, que testará os nomes do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e do senador Carlos Portinho (PL-RJ). A palavra final, no entanto, será do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme consideram os integrantes do partido ao jornal O Globo.
Castro havia sido lançado no início do ano junto com o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), na chapa majoritária de Douglas Ruas (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio. Com sua saída, o partido trabalha para anunciar um substituto ainda esta semana.
Sem Cláudio Castro e sem consenso
Ao tratarem a indicação como uma “vaga do PL”, os integrantes do partido afastam a possibilidade de que Felipe Curi (PP), ex-secretário da Polícia Civil do Rio, seja o escolhido. Esse cenário só seria viável, segundo eles, se Canella abrisse mão de sua candidatura, abrindo espaço na composição para a federação União Progressista.
Na quinta-feira (28), Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, a mesma de Sóstenes Cavalcante, fez críticas a uma possível candidatura do líder do PL na Câmara e lamentou que o escolhido para a vaga quando houve a definição da chapa não tivesse sido Curi.
“Sou contra o Sóstenes para o Senado, acho uma furada para ele entrar nessa. Tudo na vida é uma escada. O lugar dele, por enquanto, é como deputado, onde faz um brilhante trabalho. O quadro está travado e acho que ele não deve se posicionar neste momento. Desde sempre, achava que o Felipe Curi [ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro] devia ter ido para o PL para ser candidato ao Senado. Ele estava na crista da onda, pela segurança pública”, disse Malafaia, em entrevista à Veja.
“O PL não soube fazer a articulação correta, de trazer o cara [Curi]. Agora temos Carlos Bolsonaro (PL) em Santa Catarina e falta um nome forte ao Senado. Eu pretendo apoiar o Crivella, é a minha única certeza neste momento”, concluiu Malafaia. Agora, o pastor bolsonarista estaria inclinado a apoiar Sóstenes, segundo aliados do parlamentar.
Curi chegou a ser cogitado como possível nome do PL para concorrer a governador, mas foi preterido em fevereiro, quando o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) endossou a pré-candidatura de Douglas Ruas pelo partido. Diante da negativa, ele se filiou ao PP. Ainda há uma ala do PL que defende seu nome no lugar de Castro, mesmo não que ele não pertença à legenda, mas atualmente é minoritária.
