O que aconteceu com os filhos de Cleópatra

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O que aconteceu com os filhos de Cleópatra
Busto de Cleópatra VII, no Altes Museum, em Berlim. Foto: Anagoria/Wikimedia Commons (domínio público)

Em agosto de 29 a.C., Otávio desfilou por Roma num cortejo de três dias para celebrar a vitória sobre Marco Antônio e Cleópatra e a anexação do Egito. Como a rainha havia se matado, ele exibiu os filhos dela como espólios vivos de guerra: os gêmeos Cleópatra Selene e Alexandre Hélio, de dez anos. A foto que ilustra esta matéria mostra um busto de Cleópatra VII, a mãe dos gêmeos.

Uma infância de palácio, um fim de império

Os gêmeos nasceram pouco depois da chegada de Marco Antônio ao Egito e foram batizados em homenagem ao Sol e à Lua. Em 34 a.C., Cleópatra e Antônio dividiram o império do Oriente entre os filhos e Cesarião, filho de Cleópatra com Júlio César, numa cerimônia que causou indignação em Roma. Três anos depois, a derrota na batalha de Áccio selou o destino do casal: Antônio se lançou sobre a própria espada e Cleópatra escolheu a picada de uma áspide.

Os filhos não tiveram a mesma opção. Cesarião, enviado para a Índia pelo caminho da Etiópia, foi alcançado e assassinado pelas forças de Otávio. Antilo, filho de Antônio de outro casamento, foi arrastado de um templo e morto. O caçula, Ptolomeu Filadelfo, provavelmente morreu antes do desfile, já que o historiador Cássio Dio não o cita.

A filha que virou rainha

Depois do triunfo, os gêmeos foram morar com Otávia, irmã de Otávio e ex-esposa de Antônio, sob rigorosa vigilância. Alexandre Hélio provavelmente morreu jovem, mas Cleópatra Selene teve outro destino. Criada como romana, ela conheceu na casa de Otávia seu futuro marido, Juba II, que também crescera como refém e se tornaria um renomado estudioso de geografia e história africana.

Em 25 a.C., os dois se casaram e Augusto os transformou em reis-clientes do oeste da Numídia e da Mauritânia, com sede em Iol Cesareia, na atual Argélia. Nas moedas, Selene aparecia com o diadema, como a mãe, e o casal chamou o filho de Ptolomeu da Mauritânia, estendendo a linhagem ptolemaica por décadas depois da morte de Cleópatra.

Por: TonyLucas/ focobr.com
Com informações da National Geographic Brasil (texto de Sarah Bond).

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