A Federação Norueguesa de Futebol pediu nesta sexta-feira (7) a renúncia do presidente da Fifa, Gianni Infantino. A presidente da entidade, Lise Klaveness, afirmou após uma reunião do conselho que o dirigente já não dispõe da confiança institucional necessária para conduzir a organização em um período de forte divisão interna.
O pedido ocorre depois de a Fifa abandonar a proposta de criar a FIFA Forward Enterprise, estrutura que reuniria direitos comerciais e a operação de torneios. Em comunicado oficial de 28 de julho, a entidade havia informado que o plano poderia captar até US$ 4,2 bilhões com investidores minoritários, a partir de uma avaliação inicial de US$ 20 bilhões, e elevar os repasses de desenvolvimento às associações nacionais.
A iniciativa provocou resistência de federações e confederações que cobraram maior transparência e participação nas decisões. Segundo a Reuters, Noruega, Inglaterra, Croácia e Albânia retiraram apoio a Infantino, enquanto Uefa e Concacaf se posicionaram contra o projeto. A federação norueguesa espera que outras entidades europeias acompanhem o pedido de saída.
Infantino, porém, também mantém aliados. México, Argentina e a Confederação Africana de Futebol manifestaram apoio ao dirigente, e a Conmebol defendeu que qualquer mudança na presidência respeite os mecanismos democráticos da Fifa e a participação de suas 211 associações filiadas. Até a tarde deste sábado (8), não havia anúncio de renúncia nem de afastamento.
A disputa transforma a governança do futebol mundial no principal ponto de tensão dentro da Fifa. A Reuters informou que a entidade reconheceu falhas de procedimento, retirou a proposta e prometeu revisar seus processos. O desfecho dependerá agora das instâncias formais da organização e da capacidade das federações de construir uma posição comum.

