Mudanças na campanha elevam chances de Lula, diz presidente do PT

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Lula em ato de campanha
Lula em ato de campanha

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que as mudanças feitas na campanha de reeleição de Lula elevam as chances do presidente de vencer o segundo turno. Em entrevista a uma rádio, o ex-ministro reconheceu que a operação enfrentou problemas de organização, dificuldades de coordenação nos estados e falhas de diálogo com setores que apoiaram Lula em 2022, mas disse que o quadro já foi corrigido.

Segundo Edinho, as dificuldades vieram à tona depois que o próprio Lula declarou que a estrutura eleitoral era a menos organizada desde 1989. O dirigente explicou que a descentralização da coordenação e a maior autonomia dos diretórios estaduais não deram o resultado esperado e expuseram falhas na ligação entre a coordenação nacional e os estados.

O principal obstáculo, de acordo com ele, foi a produção e a distribuição de material eleitoral, problema que a equipe responsável já resolveu. Edinho afirmou que a campanha está mobilizada para o segundo turno e que ampliou o apoio de lideranças estaduais, embora não tenha crescido o número de partidos formalmente aliados a Lula.

O presidente do PT defendeu uma avaliação crítica do partido e a retomada do diálogo com os grupos que se aproximaram de Lula em defesa da democracia. Ele admitiu que o PT e o governo poderiam ter mantido uma relação mais próxima com esses setores e disse que essa aproximação precisa ser retomada na reta final da campanha.

Edinho disse não ter nenhuma dúvida de que a campanha está em crescimento e prevê que a mobilização aparecerá nas próximas pesquisas de intenção de voto. A projeção é uma expectativa do dirigente, e não um resultado já medido, mas dá o tom da estratégia petista para os dias que restam até a votação.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. A campanha petista trabalha para virar essa diferença até o dia 25 de outubro, com atos de rua, mobilização nas redes e aproximação de lideranças estaduais. Resta saber se as mudanças prometidas por Edinho serão suficientes para transformar a recuperação anunciada em votos.

Por: TonyLucas/ focobr.com

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