TRE suspende perfil que convocou moradores a jogar ovos em Raquel Lyra; página é de funcionário terceirizado da prefeitura do Recife

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TRE suspende perfil que convocou moradores a jogar ovos em Raquel Lyra; página é de funcionário terceirizado da prefeitura do Recife

A Justiça Eleitoral determinou a suspensão de um perfil nas redes sociais que publicou uma convocação para que moradores jogassem ovos na governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) durante um ato de campanha no bairro da Torre, no Recife. O perfil é administrado por um funcionário terceirizado da prefeitura do Recife, e a gestão municipal negou qualquer orientação ou respaldo à atitude do trabalhador.

A decisão do TRE-PE, divulgada no sábado (12), determinou a retirada imediata da postagem e a suspensão por sete dias do perfil no Instagram, que já estava sem publicações nesta segunda-feira (14). O G1 procurou Eduardo da Silva Souza, responsável pela página, mas não obteve resposta.

A postagem usava uma imagem feita por inteligência artificial com o rosto da candidata ao lado de uma rua alagada, com o texto: “Alô você que teve sua casa inundada pela enchente de 1º de maio e Raquel Lyra não pagou seu auxílio emergencial de R$ 2.500,00”, seguido dos dados de data, horário e local da visita da candidata a uma comunidade. Outro trecho da publicação dizia “Vamos recepcioná-la como ela merece”, ao lado da imagem de um ovo.

Para o desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, embora a crítica política seja protegida pela liberdade de expressão, o contexto da postagem revelava “estímulo à prática de ato de hostilidade física contra a candidata”, podendo ser entendido como uma convocação para o arremesso de ovos durante o ato de campanha. O magistrado determinou que a Meta suspenda o perfil por sete dias, sob multa diária de R$ 15 mil em caso de descumprimento.

Em nota, a prefeitura do Recife afirmou que “não compactua e repudia qualquer tipo de incitação à violência” e que a publicação partiu de “uma manifestação isolada, de forma unilateral, de um funcionário de uma empresa terceirizada, que presta serviços à administração municipal, sem qualquer orientação e/ou respaldo da gestão”. A prefeitura disse ainda que vai acionar a empresa terceirizada para que sejam adotadas as medidas cabíveis, mas não divulgou o nome da contratada.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de decisões do TRE-PE contra as duas principais candidaturas ao governo do estado, num momento de tensão crescente entre as campanhas de Raquel Lyra e João Campos a menos de um mês da eleição.

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