Nunes Marques e Toffoli se declaram impedidos de julgar Moraes após novas revelações do caso Master

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Nunes Marques e Toffoli se declaram impedidos de julgar Moraes após novas revelações do caso Master

Os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli anunciaram nesta terça-feira (15), durante a própria sessão do Supremo Tribunal Federal, que não vão participar do julgamento que discute se há elementos suficientes para abrir uma investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Toffoli alegou “foro íntimo”; Nunes Marques citou seu cargo de presidente do TSE e o risco de o julgamento interferir no cenário eleitoral de 2026.

A decisão de Nunes Marques veio horas depois de novas mensagens extraídas do celular de Vorcaro virem à tona. Os diálogos, revelados pela Revista Fórum, mostram tratativas sobre pagamentos mensais de R$ 500 mil e citam Kevin Marques, filho do ministro, além de uma conversa sobre uma viagem que teria sido solicitada por Nunes Marques e outra em que uma mulher cobra o ex-banqueiro por um encontro entre uma amiga e o ministro. Nunes Marques negou qualquer ligação direta com Vorcaro, afirmou que nunca trocou mensagens com ele e que o filho nunca prestou serviços ao Master nem recebeu qualquer valor do banco.

Toffoli, por sua vez, já vinha se afastando de processos ligados ao caso Master havia meses. Em fevereiro, deixou a relatoria do processo depois que um relatório da Polícia Federal encontrou referências a ele no celular de Vorcaro — na época, o próprio STF chegou a divulgar nota dizendo não haver motivo jurídico para suspeição, mas o ministro preferiu pedir a redistribuição. Em março, ele também já havia se declarado suspeito para relatar uma eventual CPI do Master, processo que acabou nas mãos de Cristiano Zanin.

Com os dois impedimentos anunciados em sequência, o plenário do STF fica reduzido justamente na sessão que deve definir se Moraes será formalmente investigado a partir do relatório encomendado pelo ministro André Mendonça. O caso segue como o principal termômetro da crise institucional que atravessa a Corte a menos de um mês do início da campanha presidencial.

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