O telescópio espacial SPHEREx, da NASA, está revelando detalhes sobre as anãs marrons, objetos que ficam na fronteira entre estrelas e planetas. Um novo estudo, publicado no The Astrophysical Journal, mostra que esses mundos escuros e nublados têm atmosferas quimicamente ricas, parecidas com as de Júpiter e Saturno.
As anãs marrons nascem do colapso de nuvens de gás, como as estrelas, mas não têm massa suficiente para sustentar a fusão de hidrogênio no núcleo. Sem estrela por perto, elas vagam no escuro e brilham só pelo calor que vem de dentro. Foram descobertas nos anos 1990, e só algumas dezenas foram estudadas em detalhe por telescópios no espaço.
O que o SPHEREx viu
Os pesquisadores analisaram 37 anãs marrons próximas, com temperaturas que vão de cerca de 2.200 °C a 20 °C negativos. O telescópio mede o brilho de cada uma em 102 cores, da luz vermelha ao infravermelho, e os espectros mostraram água, dióxido de carbono, monóxido de carbono e metano nas atmosferas.
Os dados também indicam que, em certa fase da vida, as nuvens dessas anãs marrons vão ficando mais finas e dão lugar a atmosferas ricas em metano. Os modelos atuais acompanham a tendência geral, mas têm dificuldade com essa transição: segundo os cientistas, não existem duas anãs marrons iguais, mesmo com a mesma temperatura.
Estudar anãs marrons é quase um “efeito colateral” da missão, lançada em março de 2025. O SPHEREx tira cerca de 3.600 imagens por dia para mapear o céu inteiro e já tem milhares delas para analisar nos próximos estudos.
Fonte: NASA/JPL-Caltech.
Por: TonyLucas/ focobr.com




