O Supremo Tribunal Federal realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, uma sessão plenária extraordinária para decidir uma das questões mais sensíveis da crise em torno do caso Banco Master: se a ordem do ministro André Mendonça para aprofundar a análise dos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro foi juridicamente válida.
Os dez ministros vão avaliar três pontos centrais: a legalidade da determinação de Mendonça, a validade das provas produzidas pela Polícia Federal a partir dela, e um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular a decisão e invalidar as evidências dela decorrentes.
O caso ganhou peso porque um relatório da Polícia Federal, com 218 páginas, mapeou as interações extraídas do celular de Vorcaro e identificou 187 contatos entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes, incluindo uma mensagem enviada horas antes da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025.
A PGR argumenta que qualquer investigação envolvendo um ministro do Supremo exige comunicação prévia à Presidência da Corte e aprovação do plenário — exigências que, segundo o órgão, Mendonça não observou ao autorizar o aprofundamento da análise.
Pelo rito definido para a sessão, o ministro Edson Fachin, relator do caso, apresenta o relatório e abre a votação; Flávio Dino vota logo em seguida, seguido pelos demais ministros em ordem regimental. Ao fim, o plenário deve definir se as informações que citam Moraes podem embasar uma eventual investigação contra ele ou se devem ser arquivadas.




