Com a saúde não se brinca e não se engana o povo pobre que precisa de atendimento, acolhimento e cuidado. Nos depoimentos, dá para sentir a dor dessas pessoas expressada em suas falas.Mentir e ser um mero fantoche de campanhas de marketing do que não é verdade, é o que entendemos, como se diz no interior: é um desaforo. O povo não merece ser tratado dessa forma e, ainda pior, quem está dentro dos hospitais tem teto desabando sobre suas cabeças. Chega a ser vergonhoso. Acompanhe o focobr.com link na bio.

A jornada daqueles que saem do interior do estado rumo a Recife em busca de atendimento médico especializado é marcada pelo desalento e pelo cansaço. Milhares de pacientes enfrentam horas de estrada na esperança de encontrar cura ou alívio para enfermidades que os municípios de origem não conseguem tratar, mas acabam esbarrando em portas fechadas, superlotação crônica e na dolorosa sensação de estarem completamente à mercê da própria sorte na capital.

Quem consegue romper a barreira da triagem e garantir um leito na rede pública de saúde recifense descobre um cenário ainda mais aterrorizante e degradante. Em vez de acolhimento e segurança, hospitais de referência estampam manchetes não por sua excelência, mas por episódios inaceitáveis de tetos e forros de gesso desabando diretamente sobre pacientes acamados, pessoas recém-operadas e até mesmo áreas sensíveis como UTIs neonatais.
Diante de tragédias anunciadas que por pouco não se transformam em óbitos em massa, a reação oficial costuma se resumir a notas burocráticas e justificativas vazias. O governo tenta minimizar os riscos culpando a lentidão de reformas pontuais ou alegando que os trechos afetados ainda não haviam passado por intervenções, como se a falta de manutenção preventiva crônica pudesse ser justificada por um cronograma administrativo falho.
Essa precarização estrutural escancara o impacto real dos cortes orçamentários e da gestão ineficiente de verbas destinadas à saúde pública. Enquanto contratos milionários de manutenção são anunciados com grande estardalhaço, a realidade das unidades hospitalares demonstra que os recursos nunca chegam de fato à ponta, deixando encanações estouradas, infiltrações e estruturas condenadas à vista de todos.

Por onde a governadora passa é diferente. O ápice do cinismo institucional ocorre no período eleitoral, quando os mesmos gestores públicos que negligenciam o sistema de saúde utilizam os problemas estruturais como mote de campanha, distorcendo a verdade na cara dura. Promessas mirabolantes de reestruturação total e inaugurações maquiadas são usadas exaustivamente em palanques e propagandas, transformando o sofrimento humano e o caos hospitalar em mero produto de marketing político.
O povo pernambucano, especialmente o cidadão do interior que depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde, não pode continuar tolerando essa política de faz de conta. É urgente que a sociedade civil e os órgãos de controle exijam transparência radical, responsabilização dos culpados e uma guinada absoluta de prioridades, para que a saúde pública deixe de ser um terreno de tragédias cotidianas e mentiras eleitorais.
Por Tony Lucas/focobr.com



