Base do Brasil na Copa tem CT de R$ 500 milhões e distância de torcedores
Seleção treina em centro de treinamento afastado, com privacidade e sem contato com fãs. Crédito: Edição: Júlia Pereira
Embora tenha 29 anos, Raphael Dias Belloli, o Raphinha, é um dos mais experientes entre os 26 atletas da seleção brasileira que começam, no próximo sábado, contra o Marrocos, a disputa da Copa do Mundo na América do Norte. Seu trabalho também é, segundo o gaúcho de Porto Alegre, ajudar a blindar os mais novos das críticas.
O astro do Barcelona diz que não assiste nem lê o que é dito sobre ele e os colegas de seleção na imprensa e nas redes sociais e espera que os jovens jogadores do grupo façam o mesmo.
“Eu acompanho zero do que sai de notícias. Tenho um pessoal que cuida das redes sociais. Não assisto à televisão. Mas, não podemos ser hipócritas. Sabemos que os jovens são muito ligados em redes sociais. Não tem como fugir. Porque acaba que a notícia cai no colo deles”, disse ele.

Raphinha, astro da seleção brasileira, diz que não vê TV nem acompanha redes sociais Foto: Mauro Pimentel/AFP
“A galera mais antiga, experiente, tenta fazer com que eles usem menos redes sociais. Até mesmo para não criar expectativa ou se frustrar pelo que é dito. Tentamos blindar o que vem de fora”, acrescentou.
A avaliação do jogador do Barcelona é de que existe certa desconfiança e pouco otimismo em parte da torcida quanto à seleção na Copa por causa do jejum de 24 anos sem títulos mundiais do Brasil.
“Foram tantos anos se frustrando, porque tivemos seleções que podiam ganhar e não ganharam. E as pessoas não querem se frustrar novamente. Mas no fundo, todos estão torcendo pela seleção e isso vai ser muito importante para nós”.
O atacante respondeu com clareza e algum bom humor às 19 respostas dos jornalistas na coletiva desta quarta-feira, 10, no hotel onde estão hospedados os atletas em Basking Ridge, Nova Jersey.
Falou que ele – e todos os outros 25 – têm de estar preparados para suportar pressão, reconheceu que já produziu mais pelo Barcelona do que pela seleção brasileira e afirmou estar pronto para jogar em qualquer uma das posições de ataque.
“Temos que entender a grandeza de vestir a camisa da seleção”, assinalou o atacante, convocado 43 vezes pela seleção e autor de 11 gols em 39 jogos. Ele está na iminência de disputar a sua segunda Copa – a primeira foi no Catar, edição em que não foi titular nem um dos protagonistas.
Temos que saber a responsabilidade de cada um individualmente. Temos vários jogadores muito experientes. Até mesmo Vini, que não tem tanta idade, mas tem muita experiência no futebol e pode nos trazer o hexa. E eu me incluo nisso. Podemos resolver uma Copa. O fato de entendermos o nosso momento da carreira e o nosso peso, é importante para resolvermos os jogos.
Raphinha, atacante da seleção
