IníciobrasilMentiroso: Inclusão de pós-graduação inexistente no currículo de Flávio Bolsonaro é vergonhoso,...

Mentiroso: Inclusão de pós-graduação inexistente no currículo de Flávio Bolsonaro é vergonhoso, “ele nunca passou nem na porta”

Perfis do senador no Senado, na Alerj e no LinkedIn atribuíam curso de Ciência Política na UFRJ, mas universidade confirmou que ele nunca estudou na instituição.

Por Tony Lucas / focobr.com

A divulgação do histórico acadêmico do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou novo desgaste político nesta quarta-feira (12). Páginas institucionais do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no Senado Federal e na rede profissional LinkedIn listavam uma pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — formação que o parlamentar jamais realizou.

Em nota oficial, a UFRJ esclareceu que não possui nenhum registro referente a Flávio Bolsonaro em seus sistemas acadêmicos. A instituição confirmou apenas a passagem de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, graduado em Direito no local.

Justificativa oficial e repercussão

Após a repercussão das inconsistências, a equipe do parlamentar desativou o perfil no LinkedIn e solicitou a alteração nas páginas públicas. Em comunicado, a assessoria atribuiu a presença do curso a um “equívoco”, alegando que as informações teriam sido extraídas indevidamente de plataformas colaborativas como a Wikipedia.

A nota reiterou que a formação real de Flávio é composta pela graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduação em Políticas Públicas pelo IUPERJ e MBA em Empreendedorismo pela FGV.

Falhas de checagem e desgaste político

O episódio foi rapidamente explorado por opositores para questionar o rigor e a competência da gestão do parlamentar e de sua equipe de comunicação:

  • Descuidado institucional: A veiculação de dados falsos ou imprecisos em cadastros parlamentares oficiais evidencia falhas graves de checagem de dados e falta de zelo com a transparência pública.
  • Prejuízo à imagem em ano eleitoral: A necessidade de corrigir o próprio currículo em meio à pré-campanha enfraquece o discurso de eficiência administrativa e expõe o pré-candidato a ruídos desnecessários.
  • Munição para a oposição: Críticos relembram outros casos de divergências curriculares na política para apontar um padrão de desorganização e superficialidade no controle das informações divulgadas.

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -

mais vistas