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Paulo Figueiredo dirá que TariFlávio ajudará Lula em audiência e confirma “transição” submissa a Trump

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  • Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro, pedirá ao presidente dos EUA, Donald Trump, que adie a nova taxação “TariFlávio” sobre produtos brasileiros em audiência pública da USTR marcada para 6 de julho.
  • O pedido argumenta que a medida beneficiaria o presidente Lula nas eleições presidenciais, transformando‑a em discurso nacionalista.
  • Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, apresentará solicitação similar em 7 de julho, pedindo suspensão da taxa até outubro, conforme coordenador da campanha Rogério Marinho.
  • Figueiredo afirmou que, caso eleito, Flávio Bolsonaro colocará seu governo à disposição de Trump durante a fase de transição.

Fiel escudeiro de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Paulo Figueiredo pedirá ao governo Donald Trump que a aplicação de nova taxação aos produtos brasileiros, que ficou conhecida como TariFlávio, ajudará Lula nas eleições presidenciais e que, por isso, o presidente dos EUA deve deixar o tarifaço para depois das eleições.

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A declaração será dada em audiência pública sobre o tema, marcada para o dia 6 de julho. Flávio Bolsonaro (PL) vai falar no dia seguinte.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo neste sábado (27), que teve acesso ao depoimento preparado para ser lido nos 5 minutos que terá direito na Seção 301 do United States Trade Representative (USTR), órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA, Figueiredo pedirá a Trump para deixar o Tariflávio para depois das eleições porque vai beneficiar Lula na disputa presidencial.

Figueiredo deve dizer que o novo tarifaço seria transformado por Lula novamente em um discurso nacionalista em plena campanha eleitoral, fortalecendo a candidatura do atual presidente.

A declaração foi combinada com Flávio Bolsonaro que, um dia depois, vai pedir que o processo seja suspenso até outubro, segundo o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN).

“Vamos pedir que seja suspenso o processo durante o período eleitoral, e depois as partes podem se sentar na mesa de uma forma séria e responsável, sem palavras de ordem, com quem tiver obtido legitimidade política no voto, durante um processo de transição”, afirmou Marinho já contando com a pouco provável vitória do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL).

Em encenação para lacração nas redes, Flávio posará de defensor dos interesses do Brasil durante o início de seu discurso. O restante da fala deve ser usada para atacar Lula e gerar cortes para serem usados nas redes sociais.

Submissão aos EUA

Em publicação na rede X na manhã deste sábado, Figueiredo também confirmou que, caso eleito, Flávio Bolsonaro colocará o seu governo à disposição de Trump em uma inédita “colaboração” com os EUA já durante a transição, período em que se dá a formação da futura gestão.

Em carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, com o objetivo aparente de pedir o adiamento do tarifaço, Flávio se compromete a colocar “à disposição dos EUA” sua equipe de transição.

“Como já afirmei, estou confiante de que serei eleito presidente do Brasil em outubro. Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para colocar imediatamente minha equipe de transição à disposição de seu governo, para que possamos concluir, o mais rapidamente possível, um amplo acordo de comércio e investimentos benéfico para ambas as nações –baseado em livre mercado, respeito mútuo e na aliança estratégica que nossos povos merecem”, escreveu Flávio.

Na rede X, Figueiredo respondeu ironicamente à informação, mas confirmou que, caso Flávio vença, haverá uma “equipe de negociação” que, segundo ele, vai negociar o TariFlávio com Trump.

“Gente, qual é a dificuldade de entender que se o Flávio Bolsonaro for eleito será necessário, já na transição, estabelecer uma equipe de negociação para que os EUA não tarifem o Brasil? Tem certos ‘debates’ acontecendo que denotam um problema que vai além da ideologia”, ironizou.

O que Figueiredo não conta é que nunca houve algo parecido durante um governo de transição no Brasil e que a negociação é justamente para reverter algo que foi trabalhado junto ao governo Trump por ele, Flávio e Eduardo Bolsonaro.


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