Ministro Mendonça solta operador financeiro apontado em desvio de R$ 800 milhões do INSS

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Ministro Mendonça solta operador financeiro apontado em desvio de R$ 800 milhões do INSS


Ministro Mendonça solta operador financeiro apontado em desvio de R$ 800 milhões do INSS

O ministro André Mendonça, relator do inquérito do Escândalo do INSS no Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta quinta-feira (10) a prisão preventiva de Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro e ex-contador da Conafer, a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil.

Chrisostomo deixou a prisão e passa a cumprir um conjunto de medidas cautelares: uso de tornozeleira eletrônica, retenção do passaporte para impedir viagens ao exterior e proibição de contato com outros investigados e testemunhas do processo.

Segundo a Polícia Federal, o ex-contador ocupa posição central no esquema: relatórios de inteligência financeira o descrevem como o responsável por estruturar a engenharia de ocultação dos recursos desviados de aposentados e pensionistas do INSS. As análises patrimoniais indicam um crescimento de 428% no seu patrimônio no auge do esquema, período em que adquiriu imóveis, veículos de luxo e participações em diversas empresas.

A Conafer é apontada pelas investigações como a principal acusada do caso, responsável por movimentar mais de R$ 800 milhões por meio de descontos de “mensalidades associativas” na folha de beneficiários da Previdência, cobranças que, segundo a apuração, muitas vezes não tinham autorização dos aposentados ou usavam termos de adesão falsificados.

Ao justificar a soltura, Mendonça argumentou que o avanço das investigações e a conclusão de etapas da coleta de provas permitem substituir a prisão por medidas cautelares alternativas, e frisou que a decisão “não significa absolver o investigado” nem antecipar o mérito da ação penal.

A decisão chamou atenção por destoar da postura mais dura que o próprio ministro vem adotando em outras frentes do mesmo inquérito, com buscas, apreensões e quebras de sigilo decretadas rapidamente diante de indícios. Enquanto isso, a Polícia Federal segue rastreando as contas e os destinatários finais dos recursos desviados da Conafer.

Por: TonyLucas/ focobr.com

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