Májore Vasconcelos mostra por que 45% dos pequenos negócios sem apoio técnico fecham em cinco anos

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Májore Vasconcelos mostra por que 45% dos pequenos negócios sem apoio técnico fecham em cinco anos

Abrir uma empresa é um ato de coragem. Mantê-la de pé é um ato de gestão. Os números do Sebrae mostram a distância entre as duas coisas: sem apoio técnico, só 55% dos pequenos negócios chegam ao quinto ano. Com consultoria, são 77%. Quase metade de quem fica sozinho não passa dessa marca.

Entre os MEI, a diferença é ainda mais dura: apenas 33,7% sobrevivem sem apoio, contra cerca de 65% com consultoria. Os dois primeiros anos concentram a maior mortalidade. O empresário que atravessa essa fase sem estrutura costuma pagar a conta mais tarde.

Quando o empresário me procura, raramente o problema é falta de vontade ou de trabalho. O que mais vejo é o dono que decide tudo sozinho, preso à operação, sem tempo para enxergar o negócio de fora. Ele trabalha mais que todos e não sabe dizer quanto sobra no fim do mês.

A pesquisa do Sebrae confirma o que a rotina das empresas mostra: 22% dos que fecharam apontam falta de capital de giro, e 20% citam vendas baixas e falta de clientes. Por trás de cada número está um caixa sem controle, uma precificação no escuro, um processo que só uma pessoa sabe fazer.

Há também o risco do crescimento sem planejamento. Contratar sem definir função, vender mais sem ter margem, expandir sem conhecer o custo. A empresa cresce no faturamento e quebra no caixa. Crescer é consequência de organização, nunca o contrário.

Gestão eficiente não é burocracia, é clareza. É saber onde a empresa está, para onde quer ir e qual o caminho mais seguro. É ter indicadores, prioridades definidas, uma equipe que sabe o que se espera dela e um líder que delega, cobra e acompanha. Pessoas são o maior ativo de qualquer estratégia de crescimento, e a cultura da empresa nasce do exemplo de quem a conduz.

O empresário precisa de alguém que questione suas decisões e o ajude a sair do operacional para assumir o papel estratégico. Não se trata de abrir mão do comando, e sim de comandar com visão de dono e de gestor. Negócio que tem método, acompanhamento e quem o desafie a pensar maior atravessa as crises e chega aos cinco, dez, vinte anos.

Por: Májore Vasconcelos/ focobr.com

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