O governo Lula celebrou nesta terça-feira (13) a marca de 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários brasileiros desde o início de 2023, em 99 destinos entre países e blocos. Na cerimônia, no Ministério da Agricultura e Pecuária, o ministro André de Paula comparou os números: foram 700 aberturas contra 241 do governo anterior.
O acordo Mercosul-União Europeia, em vigor provisoriamente desde 1º de maio, depois de cerca de 27 anos de negociação, já aparece nas estatísticas. Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações brasileiras ao bloco subiram 30,7% entre maio e setembro, na comparação com o mesmo período de 2025. De janeiro a setembro, o Brasil vendeu US$ 44,17 bilhões à União Europeia, alta de 20%.
Elias Rosa lembrou que o crescimento não se limita ao agronegócio: o comércio exterior avançou, em média, 10,5% mesmo com tensões geopolíticas e mais barreiras comerciais. Sobre os Estados Unidos, classificou o momento como delicado, mas garantiu que o Brasil não vai sair da mesa de negociação.
A ApexBrasil estima que o país já exportou US$ 5,8 bilhões para os novos mercados desde 2023 e projeta que essas vendas cheguem a US$ 80 bilhões em quatro anos. De Paula afirmou que o Brasil quer fechar o ano como maior exportador mundial de alimentos: as vendas somam US$ 169 bilhões em 2026, apenas US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos.
O ministro citou ainda mais de R$ 610 bilhões no Plano Safra atual e mais de R$ 1 trilhão nos quatro anos do governo Lula, com a safra 2026/27 estimada em 366 milhões de toneladas. Em tempo de campanha, o recado é direto: o Brasil que vende mais lá fora é o mesmo que financia quem planta aqui dentro.
Por: TonyLucas/ focobr.com
