O Exército do Lula, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) para multiplicar a voz do presidente nas redes, chegou a 7 milhões de pessoas alcançadas nas últimas 24 horas, segundo o próprio parlamentar. O número foi anunciado nesta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno, e serviu de combustível para um tom de vitória na campanha lulista.
Janones havia dito que, se o canal batesse a meta antes do meio-dia, a reeleição de Lula estaria garantida, e agora promete liberar uma grande missão para a virada final. Ainda não detalhou o que será pedido aos apoiadores, mas a expectativa é de uma mobilização coordenada para a última semana de campanha, quando cada voto conta e cada conversa pode fazer diferença.
O caminho até aqui não foi simples. A pedido de Flávio Bolsonaro (PL) e de aliados, o canal foi derrubado duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em 11 de outubro, o ministro Kássio Nunes Marques mandou retirá-lo do ar e determinou uma revisão técnica em busca de desinformação, e a equipe técnica do tribunal não encontrou nenhuma.
Poucas horas depois, o corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva reverteu a decisão, mandou restabelecer o canal e levou o caso ao plenário. Em 13 de outubro, novo revés: Nunes Marques voltou a suspender o canal, sob o argumento de que o endereço não havia sido formalmente registrado pela campanha de Lula. O erro foi corrigido com o registro no TSE.
Com a papelada em dia, o canal voltou ao ar com mais de 4 milhões de inscritos e foi crescendo desde então. O episódio mostra o tamanho da disputa digital deste segundo turno: enquanto a campanha de Flávio tentava tirar o canal do ar, o público de Lula se organizava para fazer o conteúdo circular de celular em celular, como acontece nos grupos de família e de trabalho.
É claro que a promessa de vitória garantida vem de um aliado empolgado e não de um instituto, e a palavra final será das urnas no domingo. Mas o recado da militância é claro: Lula entra na última semana com a rede mobilizada, a base animada e uma tropa digital que não se deixou calar nem por decisão judicial.
Por: TonyLucas/ focobr.com




