A Polícia Federal encontrou uma sala secreta, com máquina de contar dinheiro, em um hangar do Aeroporto Internacional de Brasília usado por empresas de aviação do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação foi publicada pelo jornal Estadão na quarta-feira (21) e aumenta a pressão sobre o candidato do PL às vésperas do segundo turno.
O compartimento ficava atrás de uma estrutura de madeira e era protegido por uma porta metálica. Lá dentro, os agentes encontraram uma máquina de contagem de cédulas, malas vazias e uma estrutura para guardar valores, em um espaço escondido dentro do hangar que só foi descoberto pela PF depois de uma denúncia anônima.
A busca e apreensão aconteceu em agosto, com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Os agentes voltaram ao hangar quando já tinham encerrado a vistoria. A PF pediu perícia para recolher impressões digitais e avalia que o espaço serviu para guardar ou transportar dinheiro em espécie.
A investigação principal mira o senador Weverton Rocha (PDT-MA), por suspeita de ocultação de patrimônio. Willer Tomaz, dono das empresas de aviação que usam o hangar, também é investigado em outro inquérito no Supremo, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, de quem é amigo.
Flávio já usou aeronaves ligadas ao advogado, e os investigadores analisam registros de voos e outros dados para entender a relação entre os dois. O nome de Tomaz já havia aparecido ao lado do senador em outro inquérito, o que amplia o alcance do caso sobre o candidato do PL.
A revelação ocorre justamente quando as campanhas fecham acordo para abrir sigilos, e o PT exigiu incluir no pacto a Alcazar Holdings, empresa ligada a Tomaz. O tema segue pressionando o candidato do PL e deve acompanhar a campanha até a votação de domingo.
Por: TonyLucas/ focobr.com




