A publicação oficial dos criminosos mais procurados do Brasil reúne líderes de facções, traficantes de grande porte e foragidos por crimes de grande repercussão em todo o território nacional. Muitos figuram em operações policiais há anos, desafiando as autoridades com esquemas de ajuda mútua que atravessam fronteiras estaduais e internacionais. A relação destaca indivíduos com mandados de prisão em aberto por homicídios, lavagem de dinheiro, sequestros e assaltos milionários. Trata-se de um registro constantemente atualizado pelas forças de segurança.
Entre as infrações atribuídas a esses integrantes estão o tráfico de drogas em larga escala — com remessas para a Europa e a África —, grandes roubos a bancos e transportadoras de valores, além de uso de explosivos e formação de milícias criminosas. Vários suspeitos constam com difusão vermelha da Interpol, o que permite cooperação entre polícias de diferentes países. As autoridades brasileiras mantêm iniciativas conjuntas em âmbito nacional e no exterior para tentar capturá-los.
Na lista oficial, André do Rap é um dos principais chefes do PCC, acusado de coordenar o envio de toneladas de cocaína para a Europa e a África. Ele está foragido desde 2020 e possui difusão vermelha da Interpol. Doca, apontado como líder do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, responde a centenas de inquéritos por tráfico de drogas, homicídios e uso de artefatos explosivos; em 2025, escapou de uma ampla operação policial. Já Maria do Pó é a única mulher na relação: fugitiva desde sua evasão de um presídio em 2006, quando realizava um serviço de pintura, seu paradeiro permanece desconhecido.
Outros nomes de destaque incluem Bernardo Bello, investigado por lavagem de dinheiro e execuções vinculadas ao jogo do bicho; João Cabeludo, condenado a mais de 500 anos de prisão por envolvimento com o tráfico de drogas; Baixinho, suspeito de participação no roubo milionário a uma transportadora de valores no Paraguai; e Leozinho Playboy, apontado como ex-braço direito de Fernandinho Beira-Mar, ligado a operações de tráfico internacional. Esses indivíduos figuram em investigações que cruzam informações de delegacias, Ministério Público e organismos internacionais.
As ações para capturar esses foragidos envolvem polícias estaduais, a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e, em muitos casos, cooperação direta com a Interpol. Para incentivar denúncias, o governo oferece recompensas que podem chegar a centenas de milhares de reais para quem fornecer informações que levem às prisões. As investigações apontam que boa parte desses criminosos se apoia em documentos falsos, redes de apoio em países vizinhos e rotas de fuga pelo interior do Brasil, o que torna as operações mais complexas.
Dado o dinamismo das investigações, a lista dos procurados e suas descrições pode ser atualizada a todo momento, com inclusão de novos nomes ou remoção daqueles que são capturados ou mortos em confrontos. As forças de segurança realizam incursões regulares em presídios, além de operações em ruas e estradas, para evitar que esses criminosos ampliem sua atuação. Enquanto isso, as autoridades reforçam o monitoramento de possíveis financiadores e cúmplices, visando desarticular por completo as redes de apoio.
