Copa do Mundo 2026: Brasil 1 x 1 Marrocos, confira os melhores momentos!
Seleção brasileira é dominada no início e estreia na Copa do Mundo com empate. Crédito: Cortesia: CazéTV
EAST RUTHERFORD – A última canção que tocou no MetLife Stadium (que a Fifa que permite deportar árbitro proíbe de chamar pelo nome justo e de direito…) foi Dancing in the Dark, clássico do craque local Bruce Springsteen. Uma insuspeita homenagem ao melhor em campo no justo empate por 1 a 1. O Vinícius Júnior que bailou no gol quando nada fazia o Brasil no primeiro tempo. Dançando na escuridão verde e amarela.
Leia também
Estreia é tão importante que devia ser a última coisa que a gente faz. Como, por definição, não pode ser, que se jogue e que se faça o que o Brasil demorou na primeira etapa em East Rutherford. Marrocos, como se esperava, ficou mais com a bola e atacou, até pela liberdade pelo lado esquerdo, na escalação discutível de Ancelotti.

Vinícius Júnior anotou o gol que evitou a derrota brasileira na estreia. Foto: Mauro Pimentel/AFP
Ao apostar em Igor Thiago para tentar ganhar as bolas que não chegaram a ele, e com Raphinha marcando mal pela esquerda o bólido Hakimi, a seleção quase nada produziu. Com Paquetá tentando marcar à direita e errando muitos passes, e o meio-campo dando muita liberdade. Sem contar Ibañez que até alargava o campo no apoio. Mas que ninguém dava a bola a ele.
O rombo deixado no meio abriu o espaço que Brahim Díaz soube aproveitar para criar o gol deles, aos 20 minutos. Mais uma desatenção do meio-campo brasileiro que deu a brecha para a enfiada para Sabiri abrir a contagem para Marrocos.
Justamente no momento em que o Brasil passava o nervosismo inicial, começava a botar a bola no chão e a cabeça no lugar, e equilibrar o jogo. Marrocos seguiu melhor. E quando estava mais próximo do segundo gol, com um jogo controlado pelos erros brasileiros, em grande jogada individual, Vinícius Júnior empatou, aos 31 minutos. Gol que caiu do céu no inferno de Nova Jersey.
Tivemos mais sorte do que juízo e juiz. Também pela escolha infeliz de Ancelotti. No intervalo, eu já teria vindo com Endrick no lugar de Igor Thiago. Como bem destacou Muricy Ramalho no SBT, o italiano provou que mexe melhor na equipe do que a escala. Inverteu, como deveria ter feito desde o início, Raphinha por Paquetá, mas esqueceu Endrick. Matheus Cunha entrou para não sair, dando um pé no cerco a Hakimi, e liberando o 4-2-4 possível do final do jogo contra um Marrocos mais uma vez definhado fisicamente na segunda etapa. Tanto que só teve uma chance no finalzinho.
Esquema que pode começar a golear o Haiti na sexta-feira. Desde que a seleção não se afobe com a bola. E desde que a crítica não extrapole nas cobranças. Nas últimas quatro Copas, Espanha em 2010 e Argentina em 2022 começaram perdendo. Temos tempo para correções. Teremos gente para tanto?
