Um asteroide do tamanho de um prédio de dois ou três andares atingiu a Lua em 2024 e abriu a cratera McGetchin, perto do Mare Crisium. O que mais chamou a atenção dos cientistas, porém, foi o estrago em volta: o impacto mudou a superfície lunar muito além da borda.
Imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter mostram uma cratera de cerca de 222 metros de diâmetro e 43 metros de profundidade, com a borda erguida 7,7 metros acima do terreno original. Ao comparar centenas de fotos de antes e depois, os pesquisadores viram uma área mais clara por até 15 quilômetros do ponto do impacto e marcas mais escuras a mais de 120 quilômetros de distância, efeito da redistribuição de material.
Dois estudos publicados na revista Science Advances indicam que o material lançado em alta velocidade se mistura ao solo da superfície, o regolito, por grandes distâncias e deixa um rastro próprio.
Outra descoberta veio do radiômetro Diviner, que mede temperaturas na Lua. Ao redor da nova cratera existe uma zona fria de cerca de 7 quilômetros de largura, onde a temperatura noturna do solo é de 8 a 9 kelvin mais baixa que a do entorno.
A explicação mais provável é que a onda de choque deixou o regolito menos compacto e mais poroso. Assim, ele retém menos calor durante a noite e esfria mais rápido. Os cientistas conferiram outras crateras recentes e viram que todas com mais de 30 metros de diâmetro têm seu próprio ponto frio, tanto maior quanto maior for a cratera.
Para os pesquisadores, a McGetchin virou um laboratório natural: como a data do impacto é conhecida, será possível medir em quanto tempo esses efeitos desaparecem. O estudo reforça a imagem de uma Lua dinâmica, cuja superfície muda continuamente com os impactos, informação útil também para futuras missões.
Por: TonyLucas/ focobr.com
Com informações da Meteored Brasil.




