Operação Cortina de Fumaça: Flávio Bolsonaro viaja aos EUA enquanto fritura interna consome sua candidatura no PL
O “Efeito Master” e a Queda Livre nas Pesquisas e um filme feito para criar o que não existe. Em 4 anos de governo e emais de 15 anos no poder, a família não se preocupou em classificar o que está no quintal de suas casas no Rio de janeiro. Talvez os presidiários, TH joias e Rodrigo Bacellar que viviam com Flávio Bolsonaro nas festas políticas no estado do rio de janeiro, não compactuavam da mesma ideia.

A recente e repentina viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, sob a justificativa de alinhar discursos internacionais e se encontrar com Donald Trump na Casa Branca, vem sendo apontada nos bastidores de Brasília como uma clássica manobra de distração política. O verdadeiro objetivo da comitiva em solo americano não seria diplomático, mas sim uma tentativa desesperada de “tirar o foco” do desgaste avassalador que o pré-candidato vem sofrendo em território nacional.
Os dados mais recentes das pesquisas eleitorais acenderam o sinal vermelho no comitê do Partido Liberal (PL). De acordo com o levantamento AtlasIntel/Bloomberg, Flávio sofreu uma queda abrupta de cinco pontos percentuais nas intenções de voto. O estopim para essa rejeição foi o vazamento de mensagens ligando o senador ao banqueiro Daniel Vorcaro e aos escândalos envolvendo o Banco Master, um tema que azedou a recepção de seu nome entre os eleitores moderados e investidores. 90% da direita investiu e passeou de jatinho com Vorcaro, o “irmão” Flávio Bolsonaro cobrou a parcela do que tinha acertado já depois do banqueiro preso. Incrível!
O recuo nas pesquisas reposicionou o presidente Lula com uma vantagem consolidada de mais de sete pontos em um eventual segundo turno contra o filho “01”. Diante do isolamento e do avanço das investigações, cruzar o Atlântico em busca de uma foto de apoio no Salão Oval tornou-se a única cartada de Flávio para tentar demonstrar um prestígio que, dentro do próprio partido, começa a ruir.

Nos corredores da legenda comandada por Valdemar Costa Neto, o termo “substituição” deixou de ser um sussurro para se tornar uma possibilidade real de sobrevivência eleitoral. Lideranças importantes do PL e aliados de peso, como o pastor Silas Malafaia, já subiram o tom publicamente, alertando que a base evangélica e o eleitorado de direita não tolerarão novas revelações financeiras. Caso o desgaste de Flávio se prove irreversível nas próximas semanas, nomes de “Plano B” como a senadora Tereza Cristina e o senador Rogério Marinho já são abertamente ventilados para assumir a cabeça da chapa.
Enquanto Flávio tenta se equilibrar na corda bamba institucional, a situação familiar adiciona contornos dramáticos e quase irônicos ao clã. Carlos Bolsonaro, o “02”, que recentemente renunciou ao seu mandato de vereador no Rio de Janeiro para tentar uma sobrevida política em Santa Catarina, voltou a ser alvo prioritário do Ministério Público e da Polícia Federal por suspeitas de “rachadinha” e pelo uso da chamada “Abin Paralela”.
O contraste entre a tentativa de Flávio de posar como um estadista internacional e o cerco jurídico que aperta os passos de Carlos evidencia a fragilidade do projeto político da família para 2026. A viagem para Washington pode render engajamento nas redes sociais e aplausos da ala ideológica mais radical, mas falha em responder à pergunta que o PL se faz hoje: até quando vale a pena carregar o desgaste de uma candidatura que dá sinais claros de esgotamento antes mesmo do início oficial da campanha?
