Milhares de estudantes ocuparam o centro do Rio de Janeiro na quarta-feira (7) no ato “Juventude na Rua pela Democracia”. A concentração começou na Candelária, ao meio-dia, e a caminhada seguiu até a Cinelândia, onde o ato terminou por volta das 16h. Os organizadores esperavam cerca de 4 mil pessoas, mas imagens aéreas mostraram um público bem maior, que tomou a avenida.
A mobilização é nacional. Desde o primeiro turno, no domingo (4), já são mais de 40 atos, assembleias e plenárias em universidades de 14 estados e do Distrito Federal. O movimento começou na UFF, em Niterói, na segunda-feira (5), com mais de mil participantes segundo a organização, passou pela UFPE, no Recife, na terça (6), e teve atos em Belém e na Paraíba nesta quarta.
Os estudantes defendem a democracia, a educação pública, os direitos sociais e trabalhistas, o combate à extrema direita e a reeleição de Lula (PT) no segundo turno. Também rejeitam uma eventual anistia a Jair Bolsonaro. O recado, repetido em coro, foi dirigido aos trabalhadores que acompanhavam o ato das portas do comércio: “Eu tô na rua para que seu filho possa estudar”.
A estudante de Pedagogia da Unirio Beatriz Coelho, de 24 anos, contou que sentiu desesperança com o país depois do primeiro turno e afirmou que o ato precisa chamar a atenção da sociedade. Já a professora de História da UFF Renata Vereza avaliou que os jovens podem pressionar por novas propostas e evitar a perda de democracia e de direitos.
A agenda continua. Na sexta-feira (9) há atos em Belo Horizonte, no Rio Grande do Sul (FURG), em São Luís (UEMA), no Paraná (UEPG) e em Pernambuco (UFRPE). No dia 10 o ato é na UFRPE-UAST, e no dia 13 em Feira de Santana (BA) e na UFRJ, no Fundão. Estudantes relataram a presença de um grupo neonazista tentando tumultuar o ato no Rio; segundo os organizadores, a polícia civil revistou e liberou os suspeitos.
Por: TonyLucas/ focobr.com




