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Wilton Pereira Sampaio na Copa: por que a arbitragem foi melhor do que no Brasileirão?

“Que desastre foi a arbitragem de Wilton Pereira Sampaio…” Seria assim o começo de um vídeo pós-jogo no Brasileirão. Mas, como o jogo foi na Copa do Mundo, nem parecia o Wilton que estávamos acostumados.

Wilton Pereira Sampaio expulsou três jogadores na estreia da Copa. Foto: Yuri Cortez/AFP

México e África do Sul se enfrentaram na abertura da Copa do Mundo. No apito estava o Wilton Pereira Sampaio e no VAR estava o colombiano Nicolas Gallo. E eu não vou zoar o inglês do Wilton aqui, porque eu não sei falar inglês, então não sei se ele mandou bem ou não.

Mas em relação às 3 expulsões, isso eu posso falar.

E a primeira expulsão é indiscutível. O defensor da África do Sul impede uma oportunidade claríssima de gol. Wilton foi perfeito e expulsou.

A segunda expulsão, apesar de ter visto algumas reclamações, o VAR foi perfeito em mostrar o atacante da África do Sul dando um tapa/soco no rosto do defensor mexicano. Sem disputa pela bola, isso é conduta violenta. Só não seria conduta violenta se esse contato da mão no rosto fosse com força insignificante. Pra mim, foi significante, e conduta violenta é cartão vermelho.

Aí, na última expulsão, dessa vez do defensor do México, vemos o Wilton com dúvida se aplicaria o vermelho ou o amarelo. E isso vai acontecer bastante por agora, pois tivemos uma alteração na regra de vermelhos em lances assim. Agora o posicionamento do companheiro de ataque também interfere na decisão.

Os 4 Ds ainda importam, mas o fato de ter esse outro atacante aqui indica superioridade numérica para o VAR. São 2 atacantes contra apenas 1 zagueiro. O goleiro não conta nesse caso. E também vi algumas pessoas falando que não tinha direção. E a direção só não entraria nesse caso se claramente o corte fosse diagonal para fora. Mas a gente vê que não foi o que aconteceu.

Então todos os elementos são vistos aqui. O vermelho foi bem aplicado.

E pra quem reclama que o Wilton não apita assim aqui no Brasil, tem de entender que aqui no Brasileirão a gente não tem um jogo moleza desse aí, não. Onde todos ajudam o espetáculo a acontecer. 55 minutos de bola rolando, apenas 11 faltas.

Isso é Copa do Mundo e fico muito feliz por ver um árbitro brasileiro indo muito bem logo de cara.

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