O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, ampliou, nesta terça-feira (14), o cerco a institutos de pesquisas.
Pouco mais de um mês depois de suspender uma pesquisa desfavorável a Flávio Bolsonaro, sugeriu criar um selo de qualidade para empresas que mais se aproximarem de resultados eleitorais.
Primeiro porque não se sabe como isso seria feito na prática. Por exemplo, serão comparados votos válidos ou votos totais? E quem fará esse serviço?
Segundo porque, de acordo com associações do setor, pesquisas medem o momento em que elas são feitas e não o momento do voto. E a ideia pode fazer com que institutos fajutos balanceiem seus números na reta final de uma eleição tendo por base os levantamentos de institutos sérios.
Mas mesmo dentre os institutos, há quem veja com bons olhos por entender haver uma reserva de mercado que prejudica todo o setor. O que é fato é que a medida atende uma demanda antiga de políticos que tentam há anos ampliar seu controle sobre pesquisas eleitorais e influenciar nos resultados nas eleições.
