InícioPernambucoTCE rejeita suspensão, mas abre auditoria sobre publicidade do governo Raquel

TCE rejeita suspensão, mas abre auditoria sobre publicidade do governo Raquel

Tribunal mantém contratos em vigor, mas fiscalização sobre despesas da Secom-PE segue aberta.

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) negou o pedido de suspensão imediata dos contratos de publicidade institucional do Governo de Pernambuco, mas determinou a abertura de uma auditoria sobre as despesas da Secretaria de Comunicação (Secom-PE) no primeiro semestre de 2026. A decisão do conselheiro Rodrigo Novaes foi aprovada por unanimidade pela Primeira Câmara em 28 de julho e divulgada pelo tribunal em 31 de julho.

O pedido foi apresentado pelo MDB no processo nº 26100836-5. O partido alegou possível descumprimento do limite previsto no artigo 73, inciso VII, da Lei das Eleições, além de concentração de despesas em determinadas agências e emissão de empenhos desde 1º de janeiro. Essas são alegações submetidas ao controle externo: a decisão não reconheceu irregularidade nem aplicou sanção.

A auditoria deverá confrontar os valores previstos, autorizados e efetivamente executados pela Secom-PE. O TCE-PE informou que a análise alcançará despesas empenhadas, liquidadas e pagas, eventuais cancelamentos e seus efeitos no cálculo do limite legal. O Acórdão T.C. nº 1474/2026, publicado no Diário Oficial eletrônico do tribunal em 30 de julho, também prevê acompanhamento da execução orçamentária.

A negativa da cautelar não equivale a uma declaração de regularidade dos gastos. Ela significa que, para o colegiado, não estavam presentes os requisitos para uma medida urgente antes do exame detalhado da metodologia, da atualização monetária e das despesas que devem entrar ou sair do cálculo. Do ponto de vista da fiscalização pública, o resultado transfere o foco para a auditoria — e exige transparência sobre documentos, pagamentos e conclusões.

Até a publicação desta matéria, não foi localizada manifestação pública específica da Secom-PE sobre o processo. O espaço permanece aberto para que o Governo de Pernambuco apresente sua versão. Enquanto a auditoria estiver em curso, é incorreto tratar as alegações como fato comprovado; também é incorreto interpretar a rejeição da cautelar como encerramento do caso.

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