O caos provocado por um incêndio em um vagão de trem na região do Brás nesta quinta-feira, 23, mobilizou governo e oposição na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) adotaram um tom cauteloso sobre a concessão após ele determinar que a CPTM reassuma a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira, 13-Jade e do Serviço Expresso Aeroporto por um período inicial de 90 dias.
Fontes com trânsito no Palácio dos Bandeirantes dizem que o chefe do Executivo paulista não tem uma posição dogmática em relação às privatizações e que ele avalia as situações caso a caso.
Um exemplo é a decisão de manter a Linha 17-Ouro sob gestão estatal do Metrô depois de ventilar a possibilidade de repassar a operação para a iniciativa privada.
O argumento nesse caso é que a gestão estatal se mostrou eficiente.
“Vocês ficam muito preocupados com posicionamento, a gente se preocupa com ação. Desde às 5hs estamos acompanhando e montamos um gabinete de crise“, disse Tarcísio em entrevista coletiva.
O governador disse que aprendeu ao longo do tempo com erros do passado.
“Concessão feita em 2021 das linhas 8 e 9 teve uma série de erros. A gente pegou aquele ensinamento e colocou mecanismos nesse contrato (da CPTM)“, afirmou.
Em seguida, Tarcísio criticou a concessionária e classificou o caso como “inaceitável”.
“Não vamos tolerar”, afirmou.
O caos após o incêndio municiou a oposição, que reforçou a ofensiva contra as concessões.
“Defendemos a revisão das concessões, auditoria e reorganização das agências reguladoras. Isso estará no centro da campanha”, disse à CNN Emídio Souza, coordenador do programa de governo de Fernando Haddad

