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Scaloni e De la Fuente colocam em xeque o prestígio de medalhões como Ancelotti e Tuchel

Marcel Rizzo: “Nem a CBF acreditava que o Brasil ia chegar nas finais”

Rizzo analisa logística das seleções finalistas e traz boletim sobre reta final de Copa do Mundo. Crédito: Estadão

A final da Copa entre Espanha e Argentina terá confrontos decisivos. Teremos frente a frente duas gerações: Lamine Yamal, de 19 anos, e Lionel Messi, de 39. No meio-campo, Rodri e Enzo Fernández comandam as ações. Só que fora de campo, outro embate chama atenção: Luis de la Fuente e Lionel Scaloni representam uma geração de treinadores que construiu a carreira dentro das seleções, em contraste com técnicos consagrados em clubes antes de assumirem equipes nacionais.

Lionel Scaloni e Luis de la Fuente se enfrentam na final, enquanto Carlos Ancelotti e Thomas Tuchel ficaram pelo caminho. Foto: Odd Andersen/AFP; David Ramos/Getty Images/AFP; Buda Mendes/Getty Images/AFP; Dan Mullan/Getty Images/AFP

Aos 65 anos, De la Fuente trabalhou por Athletic Bilbao e Alavés, mas desde 2013 integra a estrutura da Real Federação Espanhola. Passou por diversas categorias de base e, em 2021, comandou a seleção sub-23 que perdeu a final olímpica de Tóquio para o Brasil. Daquele elenco, Unai Simón, Cucurella, Oyarzabal e Dani Olmo hoje são titulares da Espanha. Embora tenha iniciado a trajetória em clubes, consolidou sua carreira na seleção.

Scaloni, de 48 anos, teve carreira discreta como lateral da Argentina. Em 2018, assumiu a equipe principal após a saída de Jorge Sampaoli, de quem havia sido auxiliar no Sevilla e na própria seleção. Sustentado pelo grupo, especialmente por Messi, resistiu à derrota na Copa América de 2019 e iniciou um ciclo histórico, com os títulos da Copa do Mundo de 2022, das Copas América de 2021 e 2024 e da Finalíssima de 2022. Para muitos, já está entre os melhores treinadores do mundo sem jamais ter comandado um clube.

Na Copa de 2026, técnicos de currículo consagrado no futebol de clubes fracassaram. Carlo Ancelotti, dono de cinco títulos da Liga dos Campeões e multicampeão pelo Real Madrid, caiu nas oitavas de final com a seleção brasileira diante da Noruega, na pior campanha do país desde 1990.

Thomas Tuchel, contratado pela Inglaterra no início de 2025 para encerrar o jejum de 60 anos sem conquistar a Copa, chegou credenciado por títulos com PSG, Bayern de Munique, Chelsea e Borussia Dortmund, incluindo uma Champions pelos ingleses. No entanto, teve atuação decepcionante na semifinal contra a Argentina e disputará apenas o terceiro lugar diante da França.

O histórico recente reforça essa tendência. Os três últimos campeões foram comandados por técnicos sem trajetória de destaque à frente de grandes clubes. Além de Scaloni, Didier Deschamps conquistou a Copa de 2018 tendo como principal título o Francês de 2010 pelo Olympique de Marselha. Já Joachim Löw, vencedor em 2014, seguiu caminho semelhante ao de De la Fuente, passando por equipes menores e pela base alemã antes de assumir a seleção principal.

No Brasil, a aposta continuará em Ancelotti, que renovou seu contrato até 2030.

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