Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Pedro França/Agência Senado)
A bancada pernambucana na Câmara dos Deputados, em Brasília, é composta por 25 parlamentares, de 11 partidos. Até julho de 2026, um total de R$ 6,9 milhões foram gastos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), conforme dados do portal da transparência da Câmara.
Desse quantitativo, 33,7%, ou seja, R$ 2,3 milhões, foram direcionados à divulgação da atividade parlamentar, composta por notícias e registros dos trabalhos do mandato, criação de sites, tráfego pago e anúncios em redes sociais (como Meta e Google), assessorias de comunicação e produção de conteúdo audiovisual.
Até julho, Eduardo da Fonte (PP) aparece no topo da lista dos parlamentares que mais gastaram com divulgação, com pouco mais de R$ 174 mil. Em 2025, o deputado e pré-candidato ao Senado ficou em segundo lugar no ranking, direcionando R$ 315,2 mil para esse serviço.
A lista dos que mais gastaram em publicada, em 2026, é seguida por Waldemar Oliveira (Avante), com R$ 160,3 mil; Clodoaldo Magalhães, líder do PV na Câmara e presidente estadual da legenda, R$ 153,5 mil; Lucas Ramos (PSB), R$ 148,3 mil; e Maria Arraes (PSB), R$ 143,1 mil. Dos cinco citados, quatro vão disputar as eleições em 2026.
Em contraponto, os parlamentares pernambucanos com os menores gastos com publicidade são:
- Túlio Gadêlha (PSD): R$ 13,8 mil;
- Fernando Monteiro (PSD): R$ 18 mil;
- Augusto Coutinho (Republicanos): R$ 32,07 mil;
- Fernando Rodolfo (PRD): R$ 36 mil;
- Ossesio Silva (Republicanos): R$ 53 mil.
A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) é uma verba pública usada por deputados para cobrir despesas exclusivamente ligadas ao mandato. Esse montante não se mistura ao salário do parlamentar, que, atualmente, é de R$ 46,3 mil; é um recurso à parte, com prestação de contas e limites de uso.
Conforme informações disponíveis no site da Casa, o valor da cota é diferente para cada estado. Para Pernambuco, o valor atual é de R$ 53,9 mil mensais. “O saldo mensal não utilizado em um mês acumula-se ao longo do exercício financeiro, vedada a acumulação de um exercício financeiro para o seguinte.”
A utilização dessa verba para publicidade não é vetada. Contudo, 120 dias antes da data das eleições gerais, que em 2026 está prevista para 4 de outubro, os deputados que são candidatos não podem utilizar recursos da Cota para pagar divulgação da atividade parlamentar, como previsto no Ato da Mesa n.º 43, de 2009.
Demais gastos
Conforme as informações do portal da transparência da Câmara dos Deputados, neste ano de 2026, a bancada pernambucana já gastou R$ 6,9 milhões da Cota parlamentar, sendo o mês de março o pico, com R$ 1,3 milhão. No ano passado, outubro apresentou o maior quantitativo de despesas.
Além das despesas com publicidade, os representantes do estado também direcionaram os valores em 2026 para:
- Aluguel de veículos: R$ 1,4 milhão;
- Passagem aérea – Sigepa: R$ 1,2 milhão;
- Manutenção do escritório: R$ 892,6 mil;
- Combustíveis: R$ 725,4 mil;
- Outros: R$ 277,1 mil.
Nesse contexto, o deputado Carlos Veras (PT) ocupa a primeira posição entre os parlamentares com maiores despesas em 2026, R$ 395 mil. Em seguida, estão Lula da Fonte (PP), R$ 353,9 mil; Eduardo da Fonte (PP), R$ 346,3 mil; Lucas Ramos (PSB), R$ 329,4 mil; e Felipe Carreiras (PSB), R$ 323, 1 mil.
Enquanto os cinco que menos gastaram em 2026 estão: Silvio Costa Filho (Republicanos), R$ 45,1 mil; Ossessio Silva (Republicano); André Ferreira (PL), R$ 207,3 mil; Pastor Eurico (PSDB), R$ 227,4 mil; e Fernando Rodolfo (PRD), R$ 229,4 mil.
Verba de gabinete
De acordo com a Câmara Legislativa, cada deputado federal tem um limite mensal de verba de gabinete de R$ 165.806,07. Esse valor deve ser utilizado para pagar salários de até 25 secretários parlamentares, que trabalham para o mandato, em Brasília ou em outros estados.
Até junho de 2026, os deputados pernambucanos somaram R$ 21,7 milhões de gastos com verba de gabinete, sendo o último mês do semestre o que apresentou o maior quantitativo: R$ 3,8 milhões.
Auxílio-moradia e viagens
Dos 25 parlamentares do estado, 18 ocupam imóveis em Brasília e cinco recebem auxílio-moradia em 2026: Ossesio Silva (Republicanos) – R$ 8.506; Fernando Monteiro (PSD) – R$ 12.759; Lucas Ramos (PSB) – R$ 25.518; Pedro Campos – R$ 25.518; e Túlio Gadêlha – R$ 25.518.
Caso o custo do aluguel ou da hospedagem em Brasília seja superior ao teto do auxílio-moradia, as normas da Câmara permitem que o deputado ou deputada utilize a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) para complementar a diferença, como é o caso nesses últimos meses deste ano dos deputados Fernando Monteiro, Pedro Campos, Túlio Gadêlha e Ossesio Silva.
Da bancada pernambucana na Câmara dos Deputados, de acordo com o portal da transparência, somente dois parlamentares não ocupam imóvel e nem recebem auxílio-moradia: Clodoaldo Magalhães e Lula da Fonte. Ao todo, R$ 97.819 foram gastos com esse benefício.
No que se refere a viagens oficiais, cada deputado federal tem o direito de receber diárias, cujos valores são R$ 842 para trechos nacionais, US$ 391 para países da América do Sul e US$ 428 para outros países. Em 2026, essas despesas somam mais de R$ 150 mil.
Além disso, conforme dados do portal da transparência da Câmara, as despesas com passagens aéreas, mediante Sistema de Gestão de Passagens Aéreas (Sigepa), são de R$ 1,2 milhão, representando 17,43% do total da Cota Parlamentar do estado até o momento.
Os cinco deputados com os maiores gastos com bilhete aéreo são: Fernando Rodolfo (R$ 104.300); Lucas Ramos (R$ 95.639); Eduardo da Fonte (R$ 79.819); Felipe Carreras (R$ 77.411) e Coronel Meira (R$ 76.409).

