247 – O PSD oficializa na manhã deste domingo (26), em São Paulo, a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. O anúncio ocorre durante a convenção nacional do partido, que marca o início oficial da campanha do goiano ao Palácio do Planalto.
O evento reúne dirigentes partidários, parlamentares, lideranças estaduais e aliados políticos para confirmar a candidatura e apresentar as primeiras diretrizes do programa de governo para o pleito de 2026. Ficou definido que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ocupará o posto de candidato a vice-presidente, compondo uma chapa “puro-sangue”.
Mesmo com a legenda integrando o primeiro escalão da atual gestão do governo federal — a exemplo do Ministério da Agricultura e Pecuária, comandado por André de Paula —, Kassab promete adotar uma postura de “antagonismo” na disputa eleitoral. A equipe de campanha de Caiado avalia que a presença de Kassab na chapa facilitará a articulação política no Congresso Nacional, uma vez que o dirigente é apontado como uma das principais forças do centrão, capaz de ampliar a base de apoio e garantir condições de governabilidade para um eventual mandato.
Estratégia de crítica dupla e ataque à polarização
A oficialização da candidatura ocorre logo após uma semana de intensificação dos ataques de Caiado aos dois maiores polos da disputa: o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
No decorrer da última semana, o pré-candidato criticou abertamente o senador Flávio Bolsonaro por conta de uma reunião realizada com embaixadores estrangeiros sobre o sistema eleitoral brasileiro. Na visão de Caiado, a ocasião deveria ter sido aproveitada para tratar de pautas econômicas e de comércio exterior. “42 embaixadores numa sala: Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica!”, manifestou-se o goiano em publicação em seu perfil na rede social X.
Já na sexta-feira (24), as críticas do candidato do PSD foram direcionadas ao presidente Lula. Em postagem nas redes sociais, Caiado sustentou que o atual chefe do Executivo cogita não participar dos debates eleitorais televisivos.
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