A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República negaram nesta sexta-feira (9) que Daniel Vorcaro tenha prestado qualquer depoimento com o conteúdo divulgado pela revista Veja contra o presidente Lula. A reportagem atribui ao ex-dono do Banco Master a afirmação de que ele liberou R$ 30 milhões para um filme sobre Lula em troca de negócios com fundos de pensão.
Em nota, a PF disse que Vorcaro não prestou depoimento com esse teor nem entregou anexos ou documentos como os descritos. A PGR afirmou que não houve depoimento oral e que a proposta de delação foi rejeitada. A própria defesa do banqueiro não reconhece a origem, a autenticidade e a integridade do material divulgado. A nota divulgada pela coordenação eleitoral de Lula, comandada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, diz que a campanha trata a reportagem como um movimento político deliberado, não como jornalismo investigativo.
“É estarrecedor que, a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, a revista Veja estampe em sua capa acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova”, afirma o comunicado.
A coligação Brasil Pronto Para Mais anunciou que adotará providências judiciais contra as acusações que considera falsas e contra eventuais irregularidades na divulgação das informações.
Em áudio encaminhado à militância, Edinho Silva afirmou que as declarações atribuídas a Vorcaro têm motivação política e servem a um objetivo eleitoral específico. “Ele faz acusações levianas, sem provas, contra a campanha de Lula, tentando envolver lideranças na nossa campanha, e claramente protege o Flávio Bolsonaro”, disse Silva.
Lula nega ter pedido ou recebido vantagens do banqueiro. O ministro Alexandre Padilha, citado no áudio, classificou a gravação como falsa e manipulada, acionou a AGU para exigir direito de resposta e pediu perícia técnica. O presidente do PT, Edinho Silva, chamou a acusação de leviana e sem qualquer prova.
Também nesta sexta, os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, do grupo Prerrogativas, pediram à PF uma perícia urgente no áudio, sob suspeita de montagem ou uso de inteligência artificial. Eles lembram que a gravação foi divulgada sem origem, data, local ou responsável identificados, o que impede checar a cadeia de custódia, e que Vorcaro está preso desde março.
Na quinta (8), o mesmo grupo já havia pedido à PF que investigue uma possível articulação entre Vorcaro e pessoas ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro para interferir no segundo turno, marcado para 25 de outubro. É um pedido de apuração: a suspeita ainda precisa ser comprovada.
Por: TonyLucas/ focobr.com




