Enquanto os holofotes da política estão voltados para o Estado e Recife, a cidade histórica sempre coadjuvante, dá show de incompetência em sua gestão. Saúde, Limpesa Urbana, Educação, Desemprego, Contas da gestão passada que nem votadas foram, Eventos de carnaval sob suspeita, os grandes empresários de eventos tomaram conta de Olinda e hoje estão sob a mira do ministério público. Desta vez o (Coren-PE) escancarou o descaso da gestão com a saúde. Gestão está acima de afagos, abraços e sorrisos, isso é o disfarce.
- Coren-PE fiscaliza unidades de saúde em Olinda (Foto: Coren-PE/Divulgação)
O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) realizou, nesta quinta-feira (25), a interdição ética, ou seja, a suspensão do exercício profissional em duas unidades de saúde de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. A medida atinge a Unidade de Saúde da Família (USF) Base Rural, em Ouro Preto, e a USF Tabajara II, no bairro de Tabajara.

Segundo o Coren-PE, a decisão foi tomada após fiscalizações que identificaram uma série de irregularidades nas unidades. Entre os problemas apontados estão deficiência na estrutura física dos prédios, falta de insumos e medicamentos, déficit de profissionais de enfermagem e condições consideradas inadequadas para o atendimento à população.
De acordo com o Conselho Regional, as inspeções também constataram infiltrações, presença de mofo, ausência de acessibilidade, falta de materiais básicos para atendimento e sobrecarga das equipes de enfermagem. Na USF Tabajara II, os fiscais registraram ainda a existência de esgoto a céu aberto.
A entidade informou que também foram encontradas falhas relacionadas ao armazenamento de vacinas.
A interdição foi realizada por representantes do plenário do Coren-PE, da Procuradoria-Geral da entidade e do Departamento de Fiscalização. A ação contou com apoio de policiais militares do 1º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco.
Segundo a conselheira do Coren-PE Ana Caroline Novaes Soares, a medida tem como base a Resolução nº 565/2017 do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que prevê a interdição ética quando as condições de trabalho colocam em risco a assistência prestada à população e o exercício profissional da enfermagem.
“A decisão seguiu apuração de irregularidades graves como problemas estruturais, paredes com infiltrações e mofo; falta de insumos; déficit de profissionais, o que resulta na sobrecarga de trabalho; condições insalubres; ausência de estrutura para atendimento, esgoto a céu aberto (na USF Tabajara II), falta de acessibilidade e ausência de materiais e medicamentos básicos, além de armazenamento irregular de vacinas”, detalhou.
O Coren-PE informou que a Prefeitura de Olinda foi notificada anteriormente sobre as irregularidades apontadas, mas, segundo a entidade, os problemas não foram solucionados.
Apesar da interdição ética, as unidades permanecem abertas. De acordo com o conselho, a medida impede a atuação das equipes de enfermagem nos locais até que as irregularidades identificadas sejam corrigidas pela gestão municipal.
A Prefeitura de Olinda informou que foi notificada pelo Coren-PE e que “está adotando todas as providências necessárias para atender às adequações apontadas.”
A Secretaria de Saúde de Olinda ressaltou que “mantém diálogo permanente com os órgãos de fiscalização e controle, atuando de forma transparente e responsável para garantir a regularização da situação no menor prazo possível, sempre priorizando a continuidade da assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).”
A gestão frisou, ainda, que acompanha o caso e que prestará informações aos órgãos competentes e à sociedade. “Não há o que falar porque não entendem nada de gestão de saúde ou administrativa, são incompetentes que ocupam cargos para mero olhar da população, mas que não fazem nada, a cidade vive a sombra do Estado e do Recife. Não há holofotes e a fiscalização é quase inexistente, só chama a atenção no durante o carnaval pois há sempre irregularidades”.
