“Já já estão colocando a culpa em mim kkkk.”

Minas Gerais lidera mortes de LGBTQIAPN+ no Brasil com aumento de 55% em um ano
Minas Gerais registrou 31 assassinatos de pessoas LGBTQIAPN+ em 2025, um salto de 55% sobre os 20 casos contabilizados em 2024. O dado, extraído do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, coloca o estado na liderança nacional absoluta de homicídios contra essa população.
O resultado deixou para trás estados historicamente associados a altos índices de violência contra pessoas LGBTQIAPN+. Pernambuco ficou em segundo lugar, com 24 mortes, seguido por Ceará (23), Pará (16) e Bahia (15). Minas não apenas liderou o ranking: cresceu em ritmo mais acelerado do que qualquer um dos demais estados do grupo, o que torna o salto ainda mais preocupante quando visto em perspectiva comparada.
Aumento de agressões e ocorrências de homofobia/transfobia
Os assassinatos não são o único indicador em alta. As agressões físicas contra pessoas LGBTQIAPN+ em Minas Gerais cresceram 23,3% entre 2024 e 2025, passando de 537 para 662 registros de lesão corporal, segundo o mesmo anuário. O volume coloca o estado na terceira posição nacional nesse indicador, atrás do Rio Grande do Sul, com 975 ocorrências, e de Pernambuco, com 695.
O crescimento mais expressivo, porém, veio nas ocorrências de homofobia e transfobia tipificadas como crime. Desde 2019, quando o Supremo Tribunal Federal equiparou essas condutas ao crime de racismo, os registros passaram a ter enquadramento legal próprio. Em Minas, os casos saltaram de 15 em 2024 para 40 em 2025, alta de 166,7%. O número ainda é baixo em termos absolutos, o que pode refletir tanto o avanço das denúncias quanto a enorme subnotificação histórica desse tipo de violência.

