InícioCulturaMilton Hatoum põe memória, ditadura e educação no centro da Flipelô

Milton Hatoum põe memória, ditadura e educação no centro da Flipelô

Escritor manauara relacionou sua nova trilogia à memória familiar e defendeu a reconstrução da escola pública durante evento em Salvador.

O escritor Milton Hatoum colocou a memória no centro do debate sobre literatura durante uma mesa da 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em Salvador. No encontro realizado no sábado (8), ele falou sobre Dança de Enganos, lançado no fim de 2025 e volume que encerra a trilogia O Lugar Mais Sombrio.

O novo romance é narrado por Lina, mãe de Martim, personagem dos livros anteriores A Noite da Espera e Pontos de Fuga. Segundo Hatoum, as lembranças da protagonista expõem enganos, conflitos familiares e marcas deixadas em pessoas que atravessaram a ditadura militar brasileira.

O autor explicou que o período autoritário aparece como contexto da trilogia, enquanto as relações familiares formam o eixo principal da narrativa. Para construir os romances, ele consultou diários e relatos de amigos que foram presos e torturados, mas afirmou ter usado esse material com parcimônia, deixando à imaginação o papel central na criação literária.

Recém-empossado na Academia Brasileira de Letras, Hatoum destacou ser o primeiro escritor da Amazônia a ocupar uma cadeira na instituição. A participação dele lotou o auditório do Museu Eugênio Teixeira Leal, onde também defendeu a empatia como resposta a crises sociais e políticas contemporâneas.

Ao responder a perguntas do público, o escritor associou educação, cidadania e igualdade de oportunidades, defendendo a reconstrução da escola pública. As informações foram publicadas pela Agência Brasil em 9 de agosto de 2026, com reportagem de Elaine Patricia Cruz.

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -

mais vistas