O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará no Recife nesta sexta-feira (25), às 9h, para uma caminhada ao lado de João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco. O gesto simbólico — Lula pisando na terra onde nasceu para reforçar o apoio ao afilhado político — chega no momento mais decisivo da campanha e pode ser o fator que falta para o candidato do PSB destravar a corrida contra a governadora Raquel Lyra (PSD).
Um retorno às origens em plena campanha
A vinda de Lula tem peso simbólico redobrado: pernambucano de nascimento, o presidente participará da caminhada horas depois de deixar Alagoas, onde faz campanha para o candidato Renan Filho. Diferentemente de um comício tradicional, Lula discursará de cima de um trio elétrico — mudança de formato que a campanha de João Campos avalia como mais eficaz para mobilizar as ruas. Três trajetos diferentes foram submetidos à aprovação da segurança, e o bairro de Brasília Teimosa aparece como uma das alternativas no radar.
Bastidores: Raquel Lyra tentou evitar a visita
Segundo apurado, o entorno da governadora Raquel Lyra chegou a articular, por meio do ex-ministro Rui Costa, para tentar evitar que Lula pisasse em solo pernambucano ainda no primeiro turno — um indício de que a própria candidatura governista reconhece o tamanho do risco que a presença do presidente representa para suas chances de reeleição. João Campos, por sua vez, fez diversas tentativas pessoais para convencer Lula a vir.
Corrida disputada ponto a ponto
O timing da visita não é acaso. A mais recente pesquisa AtlasIntel mostra Raquel Lyra com 48,6% das intenções de voto no primeiro turno, contra 47,4% de João Campos — diferença de apenas 1,2 ponto, dentro da margem de erro. Apuração de bastidores da própria campanha pessebista estima que a chegada de Lula pode fazer João Campos crescer de 7 a 8 pontos percentuais nas próximas pesquisas, o que seria suficiente para reverter o quadro atual e colocar o candidato do PSB na frente pela primeira vez na disputa.
Com a eleição praticamente empatada e a campanha de Raquel Lyra já desgastada pela repercussão negativa do episódio da laqueadura sem consentimento, a caminhada desta sexta-feira se transforma no evento mais importante da reta final: pode ser o empurrão que faltava para nacionalizar de vez a disputa e colocar o peso do governo federal a favor de João Campos.
Por: TonyLucas/ focobr.com




