
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que derrotará o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026 mesmo se o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, decidir apoiar o parlamentar no pleito.
“Nós não temos o direito de perder essas eleições. Neste país, antigamente, traidor era enforcado, porque trair a pátria é algo muito grave. E temos hoje mais de um traidor que vai aos EUA pedir punição ao Brasil”, disse.
“Estou convidando quem quiser vir acompanhar as eleições no Brasil, pode acompanhar. Se o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, quiser acompanhar e apoiar o nosso adversário, que venha, que monte um comitê, porque vamos derrotá-los”, completou.
O governo Lula afirma, nos bastidores, ver uma tentativa de ala do Departamento de Estado norte-americano de favorecer Flávio nas eleições deste ano. O senador chegou a enviar uma carta aos Estados Unidos pedindo o adiamento do tarifaço e recebeu uma resposta formal de Rubio.
Além disso, no dia do tarifaço, Rubio disse que o governo brasileiro é culpado pelas taxas impostas: “Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou as declarações de Marco Rubio como “inaceitáveis” e “ofensivas”. O chefe do Itamaraty ainda defendeu que as investigações dos EUA para a imposição de tarifas são unilaterais e não possuem justificativa.
O principal argumento do governo Lula ao apontar a interferência é de que o mandatário norte-americano Donald Trump citou uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Brasil na carta em que anunciou um tarifaço de 50% contra o país no ano passado.
Convenção do PDT
O PDT (Partido Democrático Trabalhista) oficializou o apoio à reeleição de Lula no pleito deste ano. A convenção partidária da sigla, que marcou o anúncio, aconteceu nesta segunda-feira (20).
Entre outras composições estaduais, a aliança entre os partidos garantiu o apoio de Lula e do PT às pré-candidaturas de Juliana Brizola (PDT) e Requião Filho (PDT) aos governos estaduais do Rio Grande do Sul e do Paraná, respectivamente.
O PDT esteve no centro de uma das principais crises do governo Lula 3. Carlos Lupi era o ministro da Previdência quando foram reveladas as fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O dirigente indicou Alessandro Stefanutto – recentemente indiciado pela PF (Polícia Federal) – à presidência da autarquia.
