O governo federal decretou o fim das casas de apostas online no Brasil. Uma medida provisória publicada nesta semana proíbe a operação, a oferta e a publicidade das chamadas “bets” no país, com bloqueio imediato de novos depósitos nas plataformas.
O cronograma é apertado: os apostadores têm até 5 de outubro, às 23h59, para sacar voluntariamente o saldo que têm nas plataformas. A partir do dia 6, sites e aplicativos de apostas devem sair do ar. Entre os dias 7 e 8, as empresas repassam aos bancos os valores devidos a cada apostador, e de 9 a 14 de outubro os bancos fazem as devoluções automáticas. Depois disso, a Caixa Econômica Federal pode entrar como intermediária em casos de impedimento.
Para conter plataformas ilegais que insistirem em continuar operando, o governo promete reforçar a fiscalização: identificação e derrubada de sites fora da lei, bloqueio de contas bancárias irregulares e integração de dados entre órgãos públicos, com estrutura reforçada para o Ministério da Justiça e a Polícia Federal.
A justificativa do governo é dura. O presidente Lula chegou a comparar as apostas online a um “câncer” que destrói famílias. Segundo dados oficiais, as bets causaram um rombo de R$ 62,5 bilhões no orçamento doméstico das famílias brasileiras em 2025, além de custos sociais estimados em R$ 38,8 bilhões por ano ligados a impactos na saúde mental dos apostadores.
A medida marca uma virada brusca em um setor que, até pouco tempo atrás, patrocinava times de futebol e dominava os intervalos comerciais da TV brasileira.
Por: TonyLucas/ focobr.com




