O governo Lula antecipou o pagamento do Bolsa Família de outubro para parte das famílias cadastradas, com reajuste de cerca de 15%. Os depósitos começaram na segunda-feira (19) e serão unificados até quarta (21), quatro dias antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O calendário original previa pagamentos até o dia 30.
O valor mínimo por família subiu de R$ 600 para R$ 691, e o pagamento médio chegou a R$ 782,92, contando os adicionais. O Ministério do Desenvolvimento Social já começou a avisar as famílias pelo WhatsApp do governo sobre o novo valor.
A justificativa oficial é preventiva: a possibilidade de efeitos de um “super El Niño” sobre as famílias mais vulneráveis. A mudança vale também para novembro e dezembro.
Hoje, o programa atende 49 milhões de pessoas em 19,3 milhões de famílias, o que significa 6,3 milhões de pessoas a menos do que na eleição de 2022. Entre março de 2023 e setembro de 2026, 5,9 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família por aumento de renda, e cerca de 2,1 milhões seguem recebendo metade do benefício em regra de transição.
Em 2022, quando o programa ainda se chamava Auxílio Brasil, Jair Bolsonaro também antecipou pagamentos antes do segundo turno. Segundo o pesquisador Marcelo Neri, da FGV Social, o piso de R$ 600 daquele ano inflou o programa com domicílios unipessoais, parte deles depois revisada.
O debate sobre o programa ganhou peso na campanha porque o adversário de Lula já chamou o benefício de “bolsa-farelo”. Para milhões de famílias, no entanto, o que importa é o dinheiro que cai na conta, e ele está caindo mais cedo.
Por: TonyLucas/ focobr.com




