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Flávio propõe aos EUA barrar Pix de sistemas “não-ocidentais” Não sabe nada. Ctrl-Ctv dos interesses de banqueiros e fintecs

“Trata-se de um assunto que ele nem sabe do que se trata, tem sido um copia e cola dos banqueiros da Faria Lima e alguns que até presos, estão para levar sugestões ao governo amaericano, (Trump), para tentar fazer algo em prol de sua sobrevivência, mas tem sido tudo um tiro no pé, o povo já entendeu as intenções da família e como o Pais sofrerá com as idéias do clâ. Não entende nada, não sabe nada, nem de política nem de ecônomia. Entende de panela de milícia”.  Billy Scot. “The economist”.

Em um documento enviado aos Estados Unidos na última quarta-feira (1º), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) propôs a criação de uma legislação que barre o uso do Pix em sistemas internacionais “não-ocidentais”. Ele também refuta o argumento de que o Pix representa uma competição injusta com empresas do país.

Dentro do que chamou de “caminhos para a remediação”, o senador detalha que “o sinal decisivo” para que o governo dos Estados Unidos não punisse o Brasil por conta do sistema de pagamento seria “um compromisso legislativo de que o Pix não será interconectado a arranjos de liquidação transfronteiriça não ocidentais”.

Em sua contestação, Flávio afirma que a tese norte-americana de que o Pix, controlado pelo Banco Central brasileiro, representaria um conflito de interesses com as instituições de pagamento norte-americanas é “exagerada”, além de que ainda existem diversas funções dos instrumentos privados de pagamento que o Pix não substitui.

“Instrumentos de pagamento privados — cartões de crédito e débito, e outros tipos de empresas — oferecem funções que o PIX não substitui, incluindo crédito ao consumidor, financiamento, proteção contra disputas e mecanismos de estorno”, afirma o senador.

Para reforçar seu argumento, o senador afirma que o Pix trouxe uma maior participação da população no sistema bancário, ampliando o mercado consumidor e as oportunidades de negócios para plataformas norte-americanos.

“Os volumes de transações com cartões no Brasil continuaram a crescer paralelamente ao Pix; e a formalização de dezenas de milhões de brasileiros ampliou o mercado consumidor para empresas americanas — no comércio eletrônico, em plataformas e em fintech — em um país onde os Estados Unidos lideram o investimento estrangeiro direto”, diz um trecho do documento.

Flávio também afirma que poderia propor uma revisão à regulamentação e taxação de sistemas de pagamentos, o que “não privilegiaria nenhuma empresa; ao contrário, ampliaria as opções dos consumidores”, além de promover “resultados de crescimento econômico que beneficiariam o consumidor brasileiro e a economia em geral de forma tão direta quanto beneficiam o próprio setor [de pagamentos]”.

Relembre o caso

O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs, em junho, a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, referenciando o Pix como um dos motivos para a medida. Segundo o relatório, o sistema prejudicaria “empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico”.

O escritório comercial pretende concluir até o dia 15 de julho a investigação que pode iniciar a aplicação das taxas contra o Brasil.

 

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