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“Ele fazia algo inesperado todos os dias”: Jared Leto voltou a se soltar ao interpretar Esqueleto em He-Man e os Mestres do Universo

Seu rosto será substituído por uma caveira de CGI? Bom, você se lambuza de sangue e todo mundo fica feliz.

Mestres do Universo é, provavelmente, um dos fracassos de bilheteria mais tristes e injustos dos últimos anos no que diz respeito ao cenário dos blockbusters de Hollywood. O revival oitentista dirigido por Travis Knight tem mil e uma virtudes a serem exaltadas e que bem merecerían uma fortuna na bilheteria internacional, incluindo um elenco dos mais inspirados que faz brilhar ainda mais a colorida aventura épica em Eternia.

Jared Leto em seu habitat natural

No entanto, entre o vasto elenco do longa-metragem — e sempre com a devida licença ao protagonista Nicholas Galitzine —, vale o destaque para um Jared Leto que encanta com o seu Esqueleto. Um vilão da história que encarna a masculinidade mais tóxica e frágil e que canaliza, entre o temível e o ridículo, a essência de um dos antagonistas mais icônicos da década de 1980.

Como era de se esperar, é claro, a interpretação de Leto foi marcada por seus comportamentos mais do que comentados como “peculiares” — para rotular de alguma forma — no set de filmagem; algo que foi confirmado pelo próprio Knight, que explicou em uma entrevista ao ScreenRant que o ator dava um jeito de fazer algo inesperado todos os dias de gravação. Tudo isso, logicamente, desmanchando-se em elogios ao seu desempenho.

Ele fazia algo inesperado em todo e cada um dos dias. Coisas que podiam me encantar, que podiam me horrorizar, que podiam me fazer rir… Mas isso faz parte do personagem. O Esqueleto é um vilão icônico dos anos 80. É divertido, dá medo, intimida, é inseguro, tem um visual muito legal. E o Jared sabia que queria se esforçar ao máximo com esse personagem. Ele queria criar um vilão memorável. E eu realmente acho que ele conseguiu, porque é muito divertido de assistir. Ele é terrível, divertido e divertidíssimo de ver. E isso vem de conseguir um ator que é extraordinario no que faz e dar permissão para que ele faça o que sabe fazer.

Mas que coisas o não tão bom Jared fez para virar o set de filmagem de cabeça para baixo? Entre as suas “pérolas”, conforme explica o diretor, estava lambuzar o rosto com um líquido parecido com sangue para perturbar o resto dos atores com quem compartilhava a cena; uma decisão que, para além da excentricidade, tem uma justificativa interpretativa das mais interessantes.

Amazon MGM Studios

Um “método” menos radical (desta vez)

Acho que uma das coisas que ele fez, e eu entendo o porquê, foi enquanto usava seu traje de músculos protéticos. Ele estava com esse figurino incrível, mas o seu rosto ainda era o do Jared, porque seria totalmente substituído por uma caveira de CGI. Mas ele não queria que o resto dos atores com quem compartilhava as cenas olhassem para ele e vissem o Jared. Ele queria que olhassem e vissem algo aterrorizante. Então, ele passava essa espécie de maquiagem gosmenta no rosto como se fosse sangue. Dava um medo terrível. Não parecia o Esqueleto, mas dava ao outro ator algo com que trabalhar, o que é, até onde eu entendo, um ato de generosidade, porque ele está olhando para esse outro intérprete e querendo garantir que ele consiga viver a cena com ele.

Mas óbvio, caso restasse alguma dúvida, Travis Knight ressaltou que Jared Leto não mergulhou em seu método habitual com o qual fez seus colegas passarem por maus bocados em produções como Esquadrão Suicida — aos quais, entre outras coisas, enviava cabeças de animais mortos para capturar a essência do Coringa em seu interior. Depois ainda reclamam quando Mads Mikkelsen opina certas coisas sobre esse tipo de ator.

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