De Petrolina a Garanhuns, pequenos negócios pernambucanos vêm crescendo com produtos feitos à mão e identidade local. Seis casos reunidos pelo Sebrae na semana do Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa mostram como o empreendedor do interior transforma uma receita, uma matéria-prima ou um sabor em fonte de renda e emprego.
Em Petrolina, Andréia Henriques ampliou a produção da Delideia Doceria de 10 para 200 bolos por dia, apostando numa receita que virou a identidade do negócio. Em Garanhuns, no Agreste, a São Miguel, de Carlos Araújo, vende cerca de 8 mil bolos artesanais por mês.
Em Serra Talhada, Paulo Cysneiros criou, com a Pizza pra 1, uma cadeia produtiva que envolve funcionários formais, produtores rurais e pequenos fabricantes. Já em São Vicente Férrer, na Zona da Mata, Fátima Lima usa a bananeira como matéria-prima e fonte de inspiração no Fio e Renda, negócio que movimenta a cidade.
Em Caruaru, Maria Cecília transformou a paixão por fermentação na De’Lírio Padaria Artesanal e Afetiva, hoje formalizada com CNPJ. Em Igarassu, o Bar da Fritada, de Patrícia Souza, leva o sabor da cidade ao cardápio e está consolidado há mais de 30 anos.
As histórias fazem parte do movimento Compre do Pequeno, lançado pelo Sebrae em 2015 em torno do Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, em 5 de outubro. A proposta é tratar a compra no pequeno negócio como ato de cidadania, porque gera emprego e renda perto de casa.
Segundo o Sebrae, 41% dos consumidores conhecem o movimento e um em cada três já escolheu comprar de um pequeno negócio por causa dele. Os casos mostram que o impacto vai além do balcão: do produtor rural ao fabricante local, a cadeia inteira se move quando o cliente decide comprar perto.
Por: TonyLucas/ focobr.com


