De Rachadinha, Santa, a lavagem de 7 bilhões em Bets, Master e orgias, desidratam 01

0
8
De Rachadinha, Santa, a lavagem de 7 bilhões em Bets, Master e orgias, desidratam 01

Candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ou filho ’01’ como é conhecido, tem apenas três dias para explicar ao eleitor como seu nome terminou envolvido em denúncias milionárias no Caso Master ou de participar de bacanais em hotéis no Centro do Rio de Janeiro com garotas de programa; além de receber presentes caros e colecionar um grupo de amigos envolvidos em escândalos financeiros e de corrupção.

A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta uma onda de revelações nos dias finais antes da eleição. Duas frentes se combinam para pressionar o senador: as acusações do ex-sócio Alexandre Santini, tornadas públicas em setembro, e declarações do deputado federal Pedro Rousseff (PT-MG), que afirmou que a campanha de Lula possui material comprometedor do adversário.

Alexandre Santini é empresário paulista radicado no Rio e amigo de longa data de Flávio Bolsonaro, com quem formou sociedade na Bolsotini Chocolates e Café Ltda., uma franquia da Kopenhagen no shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, aberta em 2015 enquanto o senador ainda era deputado estadual. Além dos negócios, Santini teria tido acesso à vida privada do então colega, chegando a administrar o que descreveu como um “caixa paralelo” usado para despesas pessoais e organização de encontros privados.

As alegações, reveladas pelo jornalista Rodrigo Rangel em reportagem do PlatôBR, incluem fotografias de Flávio Bolsonaro com profissionais do sexo, irregularidades financeiras na loja de chocolates que podem configurar lavagem de dinheiro, e mensagens que indicariam articulação de lobby junto ao ministro do STF Kassio Nunes Marques.

Segundo os relatos, a loja fechou em 2021 em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro, e Santini alega ter amargado um prejuízo de R$ 1,4 milhão com o encerramento do negócio. A publicização do material teria vindo depois que o senador se recusou a indenizá-lo durante uma reunião em 2022 — o que, segundo a reportagem, motivou o ex-sócio a tornar as informações públicas somente agora, três anos depois.

A segunda frente de desgaste veio do próprio campo adversário: em entrevista ao programa “Fórum Onze e Meia”, no dia 29 de setembro, o deputado Pedro Rousseff — sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff e um dos nomes do PT que mais confronta a bancada bolsonarista nas redes — afirmou que a campanha de Lula dispõe de vídeos e fotos comprometedores de Flávio Bolsonaro, mas que ainda não há decisão sobre quando divulgá-los. “A gente pode soltar hoje, mas amanhã eles já soltaram um milhão de vídeos, dizendo que o Flávio fez mesmo, mas que a mulher já o perdoou”, disse, explicando a cautela em torno do momento ideal de divulgação.

Procurado, o entorno de Flávio Bolsonaro nega as acusações. Até o momento, as alegações de Santini e Rousseff permanecem no campo das declarações e relatos — sem decisão judicial que as confirme ou refute —, mas já produzem efeito political concreto: a cada revelação, cresce o desgaste de imagem do senador na reta final de uma disputa presidencial already marcada por polarização e desconfiança mútua.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui