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Danilo Santos é o melhor substituto para Paquetá

Sem Lucas Paquetá, o Brasil fez, contra o Japão, o seu melhor tempo Na Copa do Mundo. Não pela ausência do múltiplo rubro-negro, e sim pela ocorrência de uma seleção mais presente, atuante, abusada e ofensiva. Uma seleção com o acerto de Ancelotti ao colocar o Endrick na frente com Matheus Cunha e Rayan aberto pela direita. Endrick discreto e Vinicius de novo bagunçando tudo aberto pela esquerda e com a chegada sempre eficiente e inteligente de Bruno Guimarães.

Depois, quando Martinelli substituiu Matheus Cunha, o Brasil seguiu incisivo, sem perder equilíbrio no meio-campo e conseguiu uma grande vitória, a mais emocionante desde 2002. Agora, mais emoções para Ancelotti, que já havia perdido Militão, Wesley e até a terceira opção da lateral direita, Vanderson.

Danilo dos Santos, durante treino no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls. Foto: Werther Santana/Estadão

Na ponta direita, Estevão e Rodrygo. Agora, durante a Copa, Raphinha – ao menos por enquanto -, e também Paquetá, que pode ser o meia que ele é, aberto pela direita ou pela esquerda, um segundo volante e até o falso nove, que bem, muito bem no ciclo anterior com Tite.

Na Copa, não vinha tão bem, mas era a melhor opção para equilibrar o meio-campo do Brasil. Sem ele, e pela fase, e pelo que aconteceu no segundo tempo em Houston, Ancelotti tem duas alternativas. A mais conservadora, e para mim a mais equilibrada, é Danilo Santos, em grande fase no Botafogo, para não dizer desde que começou como meia-atacante no Palmeiras, foi recuado como volante quando estreou com Luxemburgo e desenvolvido por Abel Ferreira no Verdão.

No Nottingham não jogou tanto, mas no Botafogo tem jogado demais, inclusive na fase goleadora, mais ofensiva, no que me parece ser a primeira e melhor opção para Ancelotti deixar o time ainda equilibrado com e sem a bola.

Martinelli foi muito bem no gol e pode jogar mais por dentro, como atuou algumas vezes no Arsenal e jogou na virada contra o Japão. Desse modo, Ancelotti usaria o seu 4-2-4 pretendido desde fevereiro, mas que na prática não rodou, não rolou e não é o melhor sistema para já pegar a Noruega em um jogo em que o Brasil é favorito, apesar de Haaland e apesar da ausência de Paquetá.

Para ser um Brasil mais conservador, mas não na pior acepção do termo, começará com Danilo Santos. Para tentar virar, entra Endrick e pode entrar Martinelli na segunda etapa de um jogo duro, físico e técnico contra uma Noruega que marca mal por cima, é lenta atrás, mas tem o Haaland à frente, mas não só ele.

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