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- Senadora Damares Alves (Republicanos-DF) confirmou que saiu da equipe de Flávio Bolsonaro (PL) que elaborava o plano de governo.
- A decisão ocorreu após ataques misóginos de bolsonaristas desencadeados por um racha público entre Michelle Bolsonaro e o enteado.
- Damares denunciou ameaças graves contra sua filha indígena e classificou o episódio como violência política.
- Ela deixou em aberto maior colaboração futura, condicionada ao avanço de Flávio na disputa eleitoral e à transição de governo.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) confirmou ao Metrópoles que deixou a equipe responsável pela formulação do plano de governo do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), na qual atuava na área de direitos humanos.
A decisão veio após uma onda de ataques misóginos de bolsonaristas, desencadeada pelo racha público entre Michelle Bolsonaro e o enteado, que levou Damares a denunciar ameaças graves contra sua filha indígena e a classificar o episódio como “violência política”.
Damares se desliga da equipe de Flávio Bolsonaro
Damares decidiu encerrar sua participação na equipe que auxilia o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na elaboração de seu plano de governo.
A ex-ministra de Jair Bolsonaro havia sido convidada especificamente para contribuir com as discussões sobre a área de direitos humanos do programa. A saída foi confirmada pela própria senadora em entrevista à coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles.
Damares deixou em aberto uma possível colaboração futura, condicionada ao avanço de Flávio no processo eleitoral. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, declarou.
Ataques e a crise interna na direita
A saída de Damares não foi silenciosa. A senadora afirmou ter sido “atacada diretamente pelo time da direita” e descreveu uma sequência de ofensas e ameaças nas redes sociais que ultrapassaram o debate político e atingiram sua família.
Em reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida por ela própria, Damares relatou que internautas simulavam imagens de empalamento e decapitação de sua filha.
“Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha”, afirmou.
Os ataques se intensificaram na esteira do racha entre Michelle Bolsonaro e Flávio. Em 24 de junho, Michelle publicou vídeos nas redes sociais afirmando ter sido “apunhalada” e humilhada pelo enteado, e posteriormente deixou a presidência do PL Mulher, alegando ter sido “maltratada e desrespeitada” por ele.
Damares relatou que a onda de xingamentos se acelerou após o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio afirmar publicamente que ela seria “amante de pastor” e “feminista”.
Sobre Flávio Bolsonaro, a senadora foi direta: o pré-candidato não voltou a procurá-la após a escalada da crise. Ao ser questionada sobre o silêncio dele, Damares minimizou com uma frase curta: “Ele está correndo.”
